NITERÓI PERDE LIDERANÇA EM DESENVOLVIMENTO POR FALHAS GRAVES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Cidade sofre com a falta de vagas em creches e pré-escolas, afetando mães e o índice de empregos

Foto: reprodução


Em 2013, Niterói era a cidade mais bem colocada no ranking de Desenvolvimento Municipal da Firjan. Hoje, amarga a 11ª posição. O declínio, segundo os dados mais recentes da federação, está diretamente ligado à queda na geração de empregos e à baixa qualidade da educação pública.

Apesar dos avanços em infraestrutura e obras urbanas, a cidade tem negligenciado o acesso à educação infantil, e os números comprovam isso: em 2023, havia 2.396 crianças na fila por vagas em creches e outras 699 aguardando vagas na pré-escola, totalizando cerca de 3.000 crianças de 0 a 5 anos fora da sala de aula.

O problema persiste em 2024. Mesmo com Niterói figurando entre as cidades com melhor qualidade de vida no estado e no país, a falta de vagas em creches ainda é um dos maiores gargalos sociais. Isso reflete diretamente no desemprego feminino, pois muitas mães não conseguem trabalhar por não terem onde deixar seus filhos.

No bairro da Engenhoca, a realidade é crítica: há apenas uma creche — a Neuza Brizola — para atender toda a comunidade. Regiões próximas, como o Tenente Jardim e o Morro do Castro, não possuem qualquer unidade de educação infantil, forçando a população a disputar vagas escassas em uma única instituição.

A negligência dos sucessivos governos municipais em relação à educação básica e ao acolhimento das crianças pequenas compromete o futuro da cidade e desestrutura o presente de milhares de famílias niteroienses. Niterói está falhando com suas crianças — e com o desenvolvimento que já liderou um dia.


 

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