Marisa reage à crise e afasta risco de falência com recuperação histórica

Varejista tradicional volta a registrar lucro após 12 trimestres de prejuízos e ações valorizam no mercado

Foto: reprodução


Marisa: Desde 2024, a empresa vem se recuperando gradativamente, e já não tem mais prejuízos nos caixas, apesar de ainda ter dividas. 

A tradicional rede varejista Lojas Marisa está vivendo um dos momentos mais importantes da sua história recente. Após anos de prejuízos e risco iminente de falência, a empresa apresenta sinais concretos de recuperação financeira e operacional, revertendo um cenário que parecia irreversível. No primeiro trimestre de 2025, a Marisa lucrou R$ 2,4 milhões, após já ter fechado o último trimestre de 2024 com resultado positivo de R$ 5,8 milhões.

Esses lucros encerram uma sequência de 12 trimestres seguidos de prejuízos e representam uma virada importante após um longo período de dificuldades. A mudança de trajetória é atribuída a uma reestruturação estratégica que incluiu renegociação com fornecedores, ajustes no modelo de abastecimento, foco no público da classe C e reformulação das coleções.

Além do lucro, a Marisa apresentou aumento de 17,7% na receita líquida, atingindo R$ 298 milhões no 1T25. As vendas em mesmas lojas subiram 19,2%, e a base de cartões Marisa ativos dobrou, sendo responsável por 22,9% das vendas totais — reflexo de uma retomada da confiança do consumidor e da melhoria da experiência de compra.

O índice de endividamento segue sob controle, mesmo com um aumento da dívida líquida para R$ 110 milhões, e a empresa manteve o índice dívida líquida/EBITDA em 0,5x — patamar considerado saudável pelo mercado.

As ações da companhia (AMAR3), que chegaram a operar abaixo de R$ 1, hoje estão cotadas a cerca de R$ 1,25, acumulando valorização de mais de 20% em 2025. Embora haja oscilações pontuais, a tendência geral é de recuperação, acompanhando o desempenho da própria empresa.

Com a falência afastada e os indicadores em curva ascendente, a Marisa sinaliza que o momento agora é de consolidação. A empresa ainda não fala em novas expansões, mas os dados mostram que, após anos de retração, a varejista encontrou um novo fôlego para continuar no mercado — mais enxuta, focada e adaptada às mudanças do consumo brasileiro.

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