💀 VIOLETA NEGRA
VIOLETA NEGRA - No mergulho da escuridão, onde o orvalho e a neblina se confundem a noite, está tão bela figura, que para muitos é uma estranha. Ela desafia o medo e em sono está entre os que dormem eternamente.
Violeta, não teme, não se assusta, não se espanta, mas o medo teme a Violeta.
Violeta, é vida, mas também é morte. Violeta, e a beleza no meio a arte tumular. Ela é o lúdico, e é o gótico.
Violeta é o sorriso, e o choro,
a festa e o fúnebre.
Ela é um mistério.
Violeta, é a vida em meio a morte,
é o espirito que vaga, mas que todo mundo vê.
Quem é a jovem Violeta?
Autor: William C Simas.
ENTENDENDO O TEXTO DO AUTOR
O texto "Violeta Negra" apresenta uma figura enigmática e multifacetada, que personifica uma série de dualidades e mistérios. Vamos detalhar e interpretar cada parte do texto:
"No mergulho da escuridão, onde o orvalho e a neblina se confundem a noite, está tão bela figura, que para muitos é uma estranha."
Aqui, Violeta é introduzida como uma figura bela, mas enigmática, que se encontra nas profundezas da escuridão, um lugar onde a linha entre o visível e o invisível é tênue. O orvalho e a neblina, que são sutis e quase imperceptíveis, misturam-se na noite, criando uma atmosfera de mistério e introspecção. Violeta é vista como uma estranha, alguém que não é facilmente compreendida ou aceita, destacando sua natureza única e possivelmente incompreendida.
"Ela desafia o medo e em sono está entre os que dormem eternamente."
Violeta é uma figura que transcende o medo; ela não se deixa abalar pelas trevas ou pelo desconhecido. O "sono entre os que dormem eternamente" sugere que ela está ligada ao mundo dos mortos, talvez caminhando entre os túmulos ou se relacionando com aqueles que já passaram para o outro lado. Violeta parece confortável nesse espaço, imersa em uma serenidade que contrasta com o medo que normalmente acompanha a morte.
"Violeta, não teme, não se assusta, não se espanta, mas o medo teme a Violeta."
Violeta é imperturbável, uma figura de força e calma em meio ao caos e ao terror. O fato de que "o medo teme a Violeta" inverte a ordem natural das coisas, sugerindo que ela possui um poder ou uma presença tão fortes que até mesmo o medo, uma força geralmente dominante, se curva diante dela.
"Violeta, é vida, mas também é morte. Violeta, e a beleza no meio a arte tumular."
Aqui, a dualidade de Violeta é enfatizada: ela é tanto vida quanto morte. Isso a coloca como uma figura que transita entre dois mundos opostos, mas igualmente importantes. A referência à "arte tumular" indica que ela vê beleza no que muitos considerariam sombrio ou macabro, como os túmulos e o cemitério. Isso sugere uma sensibilidade gótica, onde a beleza é encontrada na escuridão e na mortalidade.
"Ela é o lúdico, e é o gótico."
Violeta representa tanto o lúdico, o aspecto mais leve e brincalhão da vida, quanto o gótico, que é mais sombrio, introspectivo e ligado ao mistério e à morte. Essa mistura reflete uma personalidade complexa e rica, que não pode ser reduzida a um único aspecto.
"Violeta é o sorriso, e o choro, a festa e o fúnebre."
As contradições continuam, mostrando que Violeta abrange tanto a alegria quanto a tristeza, tanto a celebração quanto o luto. Ela é uma figura completa, que incorpora toda a gama de experiências humanas.
"Ela é um mistério."
Aqui, o texto reafirma que Violeta é uma figura enigmática, cuja verdadeira natureza é difícil de compreender completamente.
"Violeta, é a vida em meio a morte, é o espírito que vaga, mas que todo mundo vê."
Violeta é descrita como uma manifestação da vida no meio da morte, como se ela fosse uma alma viva em um ambiente de morte. O "espírito que vaga, mas que todo mundo vê" sugere que, embora ela possa ser de natureza espectral ou espiritual, sua presença é tangível e perceptível por todos.
"Quem é a jovem Violeta?"
Essa pergunta final deixa o mistério em aberto, convidando o leitor a refletir sobre a identidade de Violeta. Ela é uma personificação de forças opostas, uma figura que caminha entre vida e morte, luz e escuridão, alegria e tristeza. Violeta pode ser vista como um símbolo de transição, de aceitação da mortalidade e do ciclo da vida, e ao mesmo tempo, uma celebração da beleza que pode ser encontrada mesmo nas partes mais sombrias da existência.
Indagações de Violeta
Eu não estou nos bailes,
não estou nas festas, nem mesmo nas baladas.
Eu passo e observo de longe
o beijo apaixonado.
Nas mesas e nas praças de alimentação,
os casais se fartam de carinhos,
de amor…
E eu sinto saudades do que não vivi.
Que destino é este escrito para mim?
Cortaram o broto sem deixar a flor desabrochar.
Sim, tiraram a oportunidade de o orvalho me fazer brilhar.
Sem raiva, eu quero questionar:
alguém evoluído pode me explicar?
Conclusão: Violeta Negra é uma figura simbólica rica em significados, representando a fusão de opostos e a presença do mistério no cotidiano. Ela desafia as convenções, andando livremente entre vida e morte, beleza e escuridão, alegria e luto, tornando-se uma personificação do gótico lúdico, onde a morte e a vida coexistem em harmonia e beleza.
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