POLICIAIS SÃO SUSPEITOS DE ASSALTAR BOCAS DE FUMO EM SÃO GONÇALO

Publicado em: janeiro 21, 2025

Relatório da Corregedoria da PM revela quadrilha de policiais militares envolvida em roubos de drogas e armas

Foto: reprodução


Pouco após o meio-dia de uma sexta-feira em setembro de 2024, uma câmera de segurança flagrou dois homens cometendo um roubo em um dos acessos à comunidade do Buraco Quente, em São Gonçalo. Inicialmente, parecia mais um assalto contra trabalhadores, mas investigações revelaram que as vítimas eram traficantes, que perderam drogas, armas e dinheiro. Surpreendentemente, os assaltantes não pertenciam a uma facção rival, mas eram policiais militares e um ex-PM, possivelmente integrantes de uma quadrilha. O relatório da Corregedoria Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ao qual o EXTRA teve acesso exclusivo, detalha que a quadrilha é composta por três sargentos, dois cabos, um ex-cabo e dois moradores da região.



 Esses policiais, denominados "Fantasmas", utilizavam armamento oficial para realizar os assaltos e depois negociavam os materiais roubados com criminosos. Entre os membros, o cabo Patrick Polycarpo Sodré e o sargento Davi da Silva Palhares são apontados como envolvidos em pelo menos seis assaltos a bocas de fumo. Em uma das ações filmadas, Polycarpo aparece rendendo traficantes, trajando short e sem esconder o rosto. A ação durou apenas 47 segundos, durante os quais ameaçaram os traficantes, dizendo: "Vão morrer os dois!", antes de fugir. A Corregedoria recomenda a abertura de um Inquérito Policial-Militar (IPM) para investigar a fundo o envolvimento dos agentes. Três veículos foram identificados como utilizados nos crimes: um Fiat Siena, um Mercedes Benz e um Fiat Fiorino. O modus operandi registrado no Buraco Quente teria sido repetido em pelo menos outras cinco ocasiões. Palhares e Polycarpo foram procurados, mas não quiseram comentar o caso. 

 Com informações do Extra.globo.com
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