SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO (SANTA)
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO (SANTA) - A SpingRV Notícias, celebra a paixão de Cristo. Um dos maiores homens e reis que já pisou nesta Terra. O Cristo, vivo!
A VIA CRUCIS DE JESUS — DO JULGAMENTO À MORTE NA CRUZ
Após ser traído por Judas no Jardim do Getsêmani e preso pelas autoridades religiosas, Jesus é levado durante a noite para uma série de julgamentos — primeiro diante do Sinédrio, depois diante de Pilatos, Herodes, e novamente Pilatos. Acusado injustamente, é escarnecido, espancado, flagelado sem piedade com chicotes de couro entrelaçados com pedaços de osso e metal. A cada golpe, sua carne se rasga. É coroado com espinhos que perfuram sua fronte, causando sangramento intenso. Uma capa escarlate é jogada sobre seus ombros feridos, e zombam dele, chamando-o de “rei dos judeus”.
Pilatos, pressionado pela multidão instigada pelos sacerdotes, cede. Lava as mãos diante do povo, declarando-se inocente do sangue daquele homem justo. E então, entrega Jesus para ser crucificado.
PRIMEIRA ESTAÇÃO — JESUS É CONDENADO À MORTE
O peso da injustiça cai sobre Ele. Jesus, silencioso, não se defende. Aceita a sentença com o coração em chamas de dor, não apenas física, mas espiritual. O Cordeiro de Deus é entregue para o sacrifício.
SEGUNDA ESTAÇÃO — JESUS CARREGA A CRUZ
Uma pesada cruz de madeira é colocada sobre seus ombros dilacerados. Ele começa a caminhar pelas ruas de Jerusalém, entre gritos, cusparadas, empurrões. Cada passo é um tormento. A multidão se divide entre os que zombam e os que choram por Ele.
TERCEIRA ESTAÇÃO — JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ
A fraqueza do corpo esgotado o vence. Ele cai ao chão, com a cruz desabando sobre Ele. Os soldados o chutam e gritam para que se levante. Jesus se ergue com dificuldade, arrastando os pés ensanguentados.
QUARTA ESTAÇÃO — JESUS ENCONTRA SUA MÃE
No meio da multidão, Maria vê o Filho desfigurado. Seus olhos se encontram por um breve instante. Nenhuma palavra é dita, mas o amor e a dor entre eles enchem o ar. Maria não pode tocá-lo, apenas sofre em silêncio.
QUINTA ESTAÇÃO — SIMÃO DE CIRENE AJUDA A CARREGAR A CRUZ
Vendo que Jesus não resistirá até o fim, os soldados obrigam um homem do povo, Simão de Cirene, a ajudá-lo. Simão reluta, mas carrega parte do peso da cruz. Ainda assim, Jesus continua a caminhar, fraco e cambaleante.
SEXTA ESTAÇÃO — VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS
Uma mulher, quebrando a multidão e o medo, corre até Ele. Com um pano, enxuga o rosto ensanguentado e suado de Jesus. Como sinal eterno, a imagem de seu rosto fica marcada no tecido. É o gesto mais puro de compaixão no meio do caos.
SÉTIMA ESTAÇÃO — JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ
O peso da cruz e da dor O derruba mais uma vez. Sua face encontra a poeira do chão. Sua força se esvai, mas Ele se levanta de novo, por amor.
OITAVA ESTAÇÃO — JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM
Algumas mulheres choram por Ele. Jesus, mesmo em agonia, para e lhes diz:
"Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas por vós mesmas e por vossos filhos."
Ele prevê o sofrimento que virá sobre a cidade. Mesmo ferido, ainda consola os outros.
NONA ESTAÇÃO — JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ
Agora, próximo do Calvário, o corpo já não responde. Ele cai pela terceira vez, e por um momento parece que não vai se levantar. Mas Ele o faz. Levanta-se com esforço sobrenatural, guiado por uma missão maior.
DÉCIMA ESTAÇÃO — JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES
No alto do Gólgota, arrancam suas vestes coladas ao corpo por sangue seco, reabrindo feridas. Dividem suas roupas entre si e lançam sortes sobre sua túnica. Jesus fica nu, exposto, humilhado diante da multidão.
DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO — JESUS É PREGADO NA CRUZ
Deitam-no sobre a cruz. Cravos atravessam suas mãos e pés. O som do martelo ecoa pela colina. A cruz é erguida e ali Ele fica, suspenso entre o céu e a terra, entre dois ladrões.
DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO — JESUS MORRE NA CRUZ
As horas passam. O céu escurece. Do alto da cruz, Jesus pronuncia sete frases sagradas:
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“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.”
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“Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.” (ao ladrão arrependido)
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“Mulher, eis aí teu filho.” / “Eis aí tua mãe.” (a Maria e a João)
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“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
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“Tenho sede.”
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“Está consumado.”
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“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.”
Ao entregar o espírito, um forte terremoto sacode a terra. O véu do Templo se rasga de alto a baixo. O centurião romano, ao vê-lo morrer, exclama:
“Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.”
A CRUZ, O SILÊNCIO, A ESPERANÇA
Jesus morre. O Salvador cumpre sua missão até o fim. Seu corpo é descido com cuidado e colocado nos braços da Mãe. O silêncio reina no Calvário. Mas no coração dos fiéis, acende-se uma chama: a promessa da ressurreição.
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