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Niterói se despede de Juliana Marins, a mochileira que virou símbolo de coragem e liberdade

Corpo da jovem chega ao Rio após nova perícia; Juliana se tornou ícone nacional da luta por protocolos de resgate mais eficazes


Jovem morreu fazendo o que amava e, mesmo após a morte, inspirou o país com sua força e espírito aventureiro.

Niterói se prepara, para se despedir nesta sexta-feira, de Juliana Marins, que morreu aos 33 anos após cair em uma cratera vulcânica durante uma expedição na Indonésia. O corpo da mochileira chegou ao Brasil na última terça-feira (2), pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e foi transportado até o Rio de Janeiro com apoio da Força Aérea Brasileira. Policiais federais e um perito acompanharam toda a operação.

Juliana ficou conhecida nacionalmente após a tragédia que chocou o país: segundo investigações, ela teria permanecido com vida por até cinco dias no interior da cratera, esperando por socorro. A hipótese de hipotermia foi descartada, mas o momento exato da lesão fatal ainda não foi identificado. Uma nova autópsia foi solicitada pela família com apoio da Advocacia-Geral da União, depois de divergências com o laudo oficial feito pelas autoridades da Indonésia, que indicava um trauma grave como causa da morte.

Muito além da dor, Juliana deixa um rastro de inspiração. Apaixonada por trilhas, viagens e experiências radicais, ela era presença constante em roteiros de aventura e natureza ao redor do mundo. Sua morte — e principalmente, a forma como ocorreu — despertou um debate urgente sobre a responsabilidade internacional em casos de resgate de estrangeiros, transformando Juliana em um símbolo da luta por direitos humanos e protocolos de socorro mais rigorosos.

Agora, sua cidade natal se prepara para recebê-la com carinho e gratidão. Niterói não vai apenas se despedir da jovem que amava explorar o mundo, mas vai homenagear a mulher corajosa que, mesmo partindo, se tornou a mochileira mais famosa do Brasil. Juliana morreu fazendo o que amava, e vive agora como referência para uma geração que busca liberdade, conexão com a natureza e respeito à vida.

Seu legado, como sua trajetória, transcende fronteiras.

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