Tarifaço de Trump impulsiona economia dos EUA: 2 milhões de empregos criados reacendem debate sobre efeitos a longo prazo

  Políticas protecionistas do ex-presidente mostram resultados positivos nos indicadores de curto prazo, mas analistas alertam para riscos futuros

 Política econômica de Trump gera alta de empregos e bolsas nos EUA, mas especialistas divergem sobre sustentabilidade dos resultados.

A recente criação de 2 milhões de empregos nos Estados Unidos em apenas seis meses, somada ao forte desempenho das bolsas americanas, trouxe de volta os holofotes sobre a política econômica do ex-presidente Donald Trump. Dados oficiais do Departamento do Trabalho confirmam os números e mostram que o desemprego no país recuou para 4,1%, o menor nível desde meados de 2022.

Os principais índices da bolsa, como o S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones, também apresentaram altas consecutivas nos últimos meses, refletindo a confiança do mercado diante das medidas protecionistas adotadas por Trump desde o início de 2025.

Entre as decisões mais impactantes está o chamado “tarifaço”, que elevou em até 50% as taxas de importação sobre diversos produtos estrangeiros, sobretudo de países da Ásia e da América Latina — com destaque para o Brasil, alvo de retaliação após declarações do STF sobre Bolsonaro.

Segundo Trump e seus aliados, o objetivo é proteger a indústria nacional, incentivar a produção interna e gerar empregos. Os números parecem corroborar com essa narrativa, ao menos no curto prazo. Analistas apontam que o retorno de indústrias ao território americano, sobretudo nos setores de aço, energia e tecnologia, tem sido decisivo para a retomada da atividade econômica.

No entanto, parte dos economistas alerta para efeitos colaterais. Entre os principais riscos estão a inflação de médio prazo, devido à elevação dos preços de produtos importados, e a reação comercial de países afetados, que já começam a rever suas parcerias comerciais com os Estados Unidos.

Outro ponto debatido é a sustentabilidade da arrecadação federal, que subiu 12% no primeiro semestre — reflexo direto da reativação industrial e do aquecimento do consumo interno. A questão é se essa dinâmica continuará quando os efeitos dos subsídios e do incentivo fiscal começarem a diminuir.

Especialistas do Brookings Institute e da Moody's Analytics divergem sobre a longevidade desse modelo. Enquanto uns consideram que os EUA estão entrando num novo ciclo de industrialização, outros enxergam uma bolha temporária fomentada artificialmente por medidas de exceção e estímulos pontuais.

A seguir, gráficos interativos mostram os principais dados da economia americana desde o início do ano:


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