NOVA GREVE DE ÔNIBUS: MOTORISTAS DE ÔNIBUS PARALISAM LINHAS NA ZONA OESTE DO RIO POR ATRASO DE SALÁRIOS

Greve atinge 23 linhas das viações Palmares e Pégaso, afetando milhares de passageiros

Reginaldo Pimenta/Agência O DIA


Motoristas das viações Palmares e Pégaso cruzam os braços na Zona Oeste do Rio. Greve por atraso de salários afeta 23 linhas e milhares de passageiros.

Motoristas das viações Palmares e Pégaso interromperam as atividades na manhã desta terça-feira (23), deixando passageiros da Zona Oeste do Rio sem atendimento em 23 linhas que circulam por Sepetiba, Santa Cruz, Paciência, Cosmos, Inhoaíba e Campo Grande. A paralisação foi motivada por atrasos no pagamento de salários, férias, FGTS e no fornecimento do ticket alimentação.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Rio, cerca de 600 trabalhadores estão mobilizados. A concentração acontece em frente à garagem das empresas, na Avenida Cesário de Melo, em Cosmos. Ambas pertencem ao mesmo grupo empresarial e utilizam a mesma estrutura.

O presidente do sindicato, Sebastião José, confirmou que representantes das empresas participaram de reunião para tentar avançar nas negociações. No entanto, a categoria rejeitou a proposta de pagamento apenas do ticket alimentação até o fim do dia. “Não houve nenhum acordo, falta pagamento do pessoal interno. Na última paralisação, acertaram somente com os motoristas, mas os funcionários administrativos ficaram sem salário, e hoje eles reivindicam isso”, afirmou o diretor sindical Claudinei de Souza.

Um dos motoristas, Rodrigo Germano, reforçou que a decisão de manter a paralisação está ligada ao descumprimento de promessas anteriores: “A gente também está reivindicando a nossa classe. Tem trabalhador que não recebeu o salário do início do mês. Você é pai de família, vem todo dia trabalhar e tem que receber. Nós não vamos voltar, só voltamos quando todos receberem”.

A situação repete o cenário de 11 de setembro, quando motoristas da Palmares também cruzaram os braços, afetando linhas na Zona Oeste e na Ilha do Governador, operadas pela Viação Paranapuã.

Em nota, o Rio Ônibus afirmou que a crise é consequência de medidas da Secretaria Municipal de Transportes que reduziram o subsídio pago às empresas, descumprindo acordo judicial. Segundo a entidade, isso agrava o desequilíbrio financeiro do setor, que já enfrenta recuperação judicial, resultando em paralisações nas viações mais afetadas.


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