MANDANTE DO ASSASSINATO DE LAÍS SEGUE FORAGIDA E ZOMBA DA POLÍCIA

Intermediária do crime é presa em Belford Roxo após investigação da Homicídios da Capital

Foto: reprodução / Gustavo Santiago/Super Radio Tupi


Prisão de intermediária expõe funcionamento do crime; mandante continua foragida e provoca a polícia.

A Delegacia de Homicídios da Capital prendeu, nesta quarta-feira (12), em Belford Roxo, Ingrid Luiza da Silva Marques, identificada como peça-chave na articulação do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, morta no dia 4 de novembro enquanto caminhava com o filho de 2 anos pela Travessa Santa Vitória.

De acordo com a investigação, Ingrid foi responsável por aproximar o executor Davi de Souza Malto da mandante Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, ex-companheira do pai da criança. A polícia afirma que ela atuou como intermediária nas conversas, além de ter ajudado na negociação que levou à execução do crime.

O delegado responsável explicou em entrevista à Super Rádio Tupi que Ingrid era o contato comum entre Gabrielle e Davi. Segundo ele, a polícia já prepara o pedido de prisão preventiva dos envolvidos, reforçando que a investigação está avançada.

Como o assassinato aconteceu?

O ataque ocorreu no início da noite do dia 4 de novembro. Câmeras de segurança registraram o momento em que um criminoso se aproxima por trás e dispara contra a nuca de Laís, em uma execução rápida e premeditada.
O piloto da motocicleta, Erick Santos Maria, se apresentou dias depois à Polícia Civil. Já o executor, Davi de Souza Malto, está preso.

As apurações revelam que Gabrielle teria oferecido cerca de R$ 20 mil para matar a vítima. O objetivo, segundo a polícia, seria obter a guarda exclusiva da criança.

A decisão judicial que determinou a prisão de Ingrid inclui transcrições de mensagens trocadas entre ela e o executor, reforçando o seu papel no crime.

A mandante continua foragida

Entre todos os envolvidos, apenas Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário continua solta. A suspeita passou a desafiar a polícia e afirma que não pretende se entregar, ampliando a pressão sobre as equipes que trabalham para localizá-la.

O que falta para encerrar o inquérito?

A DHC segue com diligências para capturar Gabrielle. Com a prisão da intermediária e o avanço na análise das provas, a polícia afirma que está perto de concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Ministério Público. Entretanto, enquanto a mandante continuar foragida, o episódio permanece aberto — e a cobrança por sua captura cresce, assim como a revolta diante da frieza que marcou o crime.

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