GREVE: PETROLEIROS ENTRARAM EM GREVE EM TODO BRASIL NESTA SEGUNDA -FEIRA
Paralisação atinge unidades da Petrobras em todo o país após rejeição de proposta do Acordo Coletivo
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Sindicatos apontam insatisfação com política da empresa e relatam prisões durante protesto na Reduc
Trabalhadores do Sistema Petrobras iniciaram nesta segunda-feira (15) uma greve por tempo indeterminado, com paralisações em unidades de todo o país. A mobilização é nacional e foi aprovada por mais de 96% das unidades petrolíferas, segundo entidades sindicais.
De acordo com os grevistas, a paralisação tem como principais pontos a defesa de um Acordo Coletivo de Trabalho mais robusto, a distribuição da riqueza gerada pela empresa, o fim dos equacionamentos da Petros e a suspensão de desimplantes forçados, dentro da pauta chamada de Brasil Soberano.
O coordenador do Sindipetro Norte Fluminense, Sérgio Borges, afirmou que plataformas iniciaram procedimentos de parada e que trabalhadores em terra estão sendo orientados pelos sindicatos. Segundo ele, a duração da greve dependerá da disposição da Petrobras em negociar.
A greve foi definida após a rejeição da segunda contraproposta apresentada pela empresa para o ACT. Os sindicatos avaliam que o texto não avançou nos três pontos centrais das negociações.
Prisões durante protesto na Reduc
Na manhã desta segunda-feira (15), policiais do 15º BPM atuaram em um protesto nas proximidades da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), às margens da BR-040. A Polícia Militar informou que alguns manifestantes estariam abordando caminhoneiros e intimidando pedestres, além de provocar congestionamento na via.
Segundo a PM, após orientações para que a manifestação não interditasse a rodovia, dois manifestantes foram presos por desobedecerem às determinações e resistirem à prisão. O caso foi registrado na 60ª DP (Campos Elíseos).
O Sindicato dos Petroleiros de Caxias divulgou nota de repúdio, afirmando que os detidos — o secretário-geral Marcello Bernardo e o cipeiro Fernando Ramos — foram presos de forma arbitrária durante o exercício do direito de greve. A entidade também acusa a PM de truculência e destruição de materiais do sindicato.
A Petrobras ainda não se pronunciou oficialmente sobre as prisões nem sobre a possibilidade de retomada das negociações.