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Mais de 1.300 trabalhadores cruzaram os braços nesta segunda-feira após sucessivos descumprimentos trabalhistas.
Pelo menos 1.300 rodoviários, entre motoristas, mecânicos e funcionários administrativos das viações Vila Isabel e Real, paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (22), na Zona Norte do Rio de Janeiro. A paralisação afeta diretamente 24 linhas de ônibus, comprometendo a mobilidade de milhares de passageiros em diferentes regiões da cidade.
Essa é a segunda greve registrada em um intervalo de três meses, segundo o Sindicato dos Rodoviários. A categoria afirma que os problemas se acumulam há meses e que diversas tentativas de negociação não avançaram.
Entre as principais reivindicações estão atrasos salariais, não pagamento do vale-alimentação, férias pendentes desde outubro, ausência de depósitos do FGTS e do INSS, além de denúncias de demissões sem quitação das verbas rescisórias. Os trabalhadores também relatam o não repasse de pensões alimentícias e empréstimos consignados, cancelamento inesperado do plano odontológico e condições precárias de trabalho, incluindo ônibus sem manutenção adequada e relatos de infestação de insetos.
De acordo com o sindicato, os rodoviários estão concentrados em quatro pontos estratégicos da cidade: Central do Brasil, Terminal Gentileza, um terreno na Avenida Brasil, ao lado do Assaí, e a garagem em Vila Isabel.
“O movimento só será encerrado quando todos os trabalhadores tiverem salários, férias, FGTS e ticket alimentação regularizados. A categoria está irredutível”, afirmou José Carlos Sacramento, vice-presidente do sindicato.
A Secretaria Municipal de Transportes informou que determinou aos consórcios o aumento emergencial da oferta de ônibus em linhas de contingência para reduzir o impacto à população. Segundo a secretária Maína Celidonio, um ofício foi enviado exigindo que os consórcios assumam temporariamente as linhas paralisadas.
108, 110, 112, 163, 181, 222, 309, SN309, 315, 460, 462, 463, 472, 538, 553, 585, 955 e 957.
163, 222, 432, 433, 439 e 548.
A paralisação segue sem previsão de término, enquanto usuários do transporte público enfrentam atrasos, superlotação e dificuldades para se deslocar pela cidade.
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