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Levantamento das sessões plenárias da Câmara Municipal de Niterói, com dados apurados até outubro deste ano, indica que a vereadora Benny Briolly (PSOL) é a parlamentar com o maior número de faltas sem justificativa formal. Ao todo, foram registradas 34 ausências, mais do que o triplo do segundo colocado no ranking, o vereador Rodrigo Farah (Cidadania), que contabilizou 11 faltas não justificadas no mesmo período.
A apuração foi realizada pelo GLOBO-Niterói, com base em informações disponíveis no próprio sistema do Legislativo municipal. O levantamento considerou apenas as faltas sem apresentação de justificativa formal à Mesa Diretora, conforme determina o Regimento Interno da Casa.
De acordo com os dados disponíveis no site da Câmara, os registros não informam as datas específicas em que as ausências ocorreram. Também não há documentos anexados na aba destinada às faltas classificadas como justificadas.
Em nota, a vereadora Benny Briolly afirmou que as ausências ocorreram em razão do cumprimento de agendas externas, nas quais atuaria como representante oficial da Câmara. Questionada sobre a inexistência de ofícios ou registros formais desses compromissos e o motivo de as faltas não constarem como justificadas, a parlamentar declarou apenas que as informações estariam registradas em ata.
“Meu compromisso com Niterói permanece absoluto: atuo todos os dias, dentro e fora da Câmara, para garantir que as demandas da nossa população sejam atendidas com responsabilidade, transparência e dedicação”, diz um trecho da nota enviada pela vereadora.
Benny Briolly também argumentou que sua atuação parlamentar não se limita às sessões presenciais, envolvendo articulações institucionais, construção de políticas públicas e acompanhamento de demandas consideradas urgentes da população.
O Regimento Interno da Câmara de Niterói prevê que o vereador pode perder o mandato caso falte, sem justificativa, a um terço das sessões ordinárias. A eventual perda do mandato deve ser declarada pela Mesa Diretora, após representação de qualquer parlamentar e aprovação do Plenário.
Além das consequências políticas, as faltas sem justificativa também podem gerar impacto financeiro direto, conforme estabelece a legislação municipal em vigor.
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