RIO DE JANEIRO – CLÁUDIO CASTRO RENUNCIA AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO
DECISÃO OCORRE UM DIA ANTES DE JULGAMENTO NO TSE E ABRE CAMINHO PARA ELEIÇÃO INDIRETA QUE DEFINIRÁ GOVERNADOR TAMPÃO
Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio antes de julgamento no TSE. Saída abre caminho para eleição indireta que escolherá governador até o fim do mandato.
Rio de Janeiro - O governador do estado, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta segunda-feira (23) a renúncia ao cargo de chefe do Executivo fluminense. A decisão ocorre às vésperas da retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia resultar na cassação de seu mandato e eventual inelegibilidade.
A saída do governo foi definida após conversas com aliados políticos e faz parte de uma estratégia para evitar os efeitos diretos de uma possível condenação eleitoral. Ao deixar o cargo antes da decisão do tribunal, Castro também busca preservar seu espaço político para disputar uma vaga no Senado.
Com a renúncia, abre-se o caminho para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, que escolherá um novo governador para cumprir o chamado mandato-tampão até a posse do vencedor das eleições previstas para outubro.
Presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente
Até que o novo governador seja eleito pelos deputados estaduais, o comando do governo estadual passa a ser exercido de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto.
De acordo com as regras institucionais, caberá a ele convocar a eleição indireta em até 48 horas, processo que será conduzido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Castro confirma saída e mira candidatura ao Senado
A renúncia foi oficializada após uma reunião com aliados na sede do governo estadual. Depois do encontro, Castro falou com a imprensa e afirmou que deixa o cargo com sentimento de gratidão pela passagem pelo Palácio Guanabara.
“Hoje encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Saio para ser candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, declarou.
O ex-governador também citou ações de sua gestão e afirmou deixar o cargo com índices positivos de aprovação e bem posicionado em pesquisas eleitorais para a disputa ao Senado.
Processo no TSE pressionou decisão
Castro havia sido anunciado pelo PL como pré-candidato ao Senado, mas o avanço do processo no TSE acelerou as articulações políticas em torno de sua permanência no cargo.
Aliados do ex-governador afirmam que, mesmo em caso de condenação, ainda existe a possibilidade de disputar o Senado sub judice, enquanto eventuais recursos são analisados pela Justiça eleitoral.
Nos bastidores, interlocutores próximos relatam que Castro também teria demonstrado incômodo com dirigentes do partido, por considerar que não houve articulação suficiente junto a ministros do tribunal em sua defesa.
Antes de confirmar a renúncia, ele chegou a avaliar permanecer no cargo por mais tempo, o que poderia dificultar a formação da chapa do partido para a eleição estadual.
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