CAMPO GRANDE, RIO DE JANEIRO: JOVEM DIZ TER SIDO ATACADA POR PITBULL INCENTIVADO PELA MÃE E PELO IRMÃO
CASO FOI REGISTRADO NA DELEGACIA DE ATENDIMENTO À MULHER E VÍTIMA PEDIU MEDIDAS PROTETIVAS
Letícia, de 22 anos, afirma que familiares filmaram o ataque do cachorro e divulgaram nas redes sociais.
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| Foto: reprodução / internet |
Uma jovem de 22 anos procurou a polícia após relatar ter sido atacada por um cachorro da raça pitbull dentro da própria casa, no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a vítima, identificada como Letícia, o animal teria sido incentivado a atacá-la pela própria mãe e pelo irmão, de 17 anos.
O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande. A jovem contou aos policiais que sofreu diversas mordidas pelo corpo e que as agressões teriam sido filmadas e posteriormente divulgadas nas redes sociais.
De acordo com o relato da vítima, a confusão começou após um desentendimento envolvendo um cliente. Letícia afirmou que trabalha como garota de programa e disse que, após um encontro, o homem se recusou a pagar pelos serviços. Como forma de garantir o pagamento, ela teria ficado com o celular do cliente até que a dívida fosse quitada.
Horas depois, o homem teria ido até a casa da jovem para recuperar o aparelho e acertar o pagamento. A situação teria provocado uma discussão familiar. Segundo Letícia, a mãe a expulsou de casa e disse que ela não deveria mais voltar ao local.
A jovem afirmou que tentou entrar novamente na residência apenas para pegar seus pertences. Nesse momento, segundo o depoimento prestado à polícia, o cachorro da família teria sido solto e acabou atacando a vítima, com incentivo da mãe e do irmão.
Letícia também relatou que a mãe sempre soube que ela trabalhava como garota de programa e que os conflitos dentro de casa eram frequentes por causa da atividade.
A vítima deverá passar por exame de corpo de delito para registrar oficialmente as lesões. Ela também solicitou medidas protetivas à Justiça.
A mãe da jovem, identificada como Ana Cláudia, admitiu ter filmado o ataque do animal, mas afirmou que a gravação teria sido uma forma de “dar um corretivo” na filha. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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