RIO DE JANEIRO: FACÇÕES CRIMINOSAS LEVAM DISPUTA POR TERRITÓRIOS PARA O CAMPO TECNOLÓGICO
TRAFICANTES PASSAM A UTILIZAR EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO DE DRONES EM COMUNIDADES DOMINADAS PELO CRIME
Imagens que circulam nas redes sociais mostram criminosos utilizando tecnologia para monitorar o espaço aéreo de áreas controladas pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Localizador portátil de drones Terjin PL2 Pro. É um produto chinês com um alcance alegado de 1-2 km em ambientes urbanos - Foto: reprodução / internet
Abandonado pelo poder público há décadas, o Rio de Janeiro segue exibindo sinais cada vez mais claros do avanço do crime organizado sobre o território fluminense. Além da circulação ostensiva de criminosos armados, da venda de drogas em diversas comunidades e da disputa permanente entre facções rivais, a guerra pelo controle dos pontos de tráfico parece ter entrado em uma nova fase: a tecnológica.
Informações que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens apontam que traficantes que atuam em regiões como o Complexo da Penha, Maré e Vila do João estariam utilizando detectores de drones para monitorar o espaço aéreo das comunidades.
A preocupação dos criminosos seria impedir que grupos rivais realizem monitoramento das áreas dominadas pelas facções ou utilizem drones para ataques e lançamentos de explosivos contra territórios controlados por adversários.
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As imagens divulgadas chamam a atenção pelo nível de organização e pelo investimento financeiro empregado pelas quadrilhas. O uso de equipamentos eletrônicos reforça a percepção de que as facções criminosas vêm ampliando sua capacidade operacional, incorporando tecnologias antes associadas a forças militares e órgãos de segurança.
A expansão dessa estrutura não acontece por acaso. O dinheiro movimentado pelo tráfico de drogas continua sendo uma das principais fontes de sustentação das facções. No entanto, o problema vai além do consumo de entorpecentes.
A corrupção que atinge setores das forças de segurança e diferentes esferas do Estado também contribui para a manutenção desse cenário. Enquanto criminosos ampliam seu poder de fogo, sua capacidade financeira e agora também seus recursos tecnológicos, a população segue refém da violência, assistindo à transformação de partes do Rio de Janeiro em territórios onde o poder paralelo desafia, diariamente, a autoridade do Estado.
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