PAQUETÁ: BARCA ATRASA 20 MINUTOS APÓS HOMEM DESCUMPRIR MEDIDA PROTETIVA E INVADIR EMBARCAÇÃO
CASO ENVOLVENDO SUSPEITA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA MOBILIZOU PASSAGEIROS E GEROU MANIFESTAÇÃO DE MORADORES POR MAIS SEGURANÇA ÀS VÍTIMAS
Uma ocorrência envolvendo o descumprimento de uma medida protetiva provocou atraso de cerca de 20 minutos na saída de uma barca de Paquetá para a Praça XV, na manhã de quinta-feira (30), e gerou manifestações de moradores cobrando mais proteção às vítimas de violência doméstica.
Paquetá viveu momentos de tensão na manhã de quinta-feira (30), quando uma barca que seguiria para a Praça XV teve sua partida atrasada em aproximadamente 20 minutos após um homem, apontado como agressor em um caso de violência doméstica e alvo de uma medida protetiva, entrar na embarcação onde estava a vítima.
De acordo com um manifesto divulgado por moradores, trabalhadores e frequentadores da ilha, a mulher possuía uma medida protetiva de urgência em vigor, mas ainda assim teria sido ameaçada durante o embarque. A situação exigiu a intervenção das autoridades e provocou o atraso da viagem.
Segundo os relatos, o episódio evidenciou dificuldades no cumprimento das medidas protetivas e levantou questionamentos sobre a ausência de um protocolo específico para situações envolvendo vítimas de violência doméstica em Paquetá, onde o transporte por barcas é a principal ligação entre a ilha e o continente.
Ainda conforme o documento, moradores afirmam que episódios de ameaças atribuídas ao mesmo homem estariam ocorrendo há meses, inclusive na presença de testemunhas. As informações, no entanto, representam relatos da comunidade e deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Outro ponto destacado pelos moradores foi que parte da indignação dos passageiros acabou sendo direcionada à vítima por causa do atraso na viagem, situação considerada pelos autores do manifesto como injusta, já que o foco da responsabilização deveria recair sobre o suspeito de descumprir a decisão judicial.
Moradores cobram medidas
No documento, a comunidade solicita uma série de providências por parte do poder público e dos órgãos de segurança, entre elas:
Fiscalização mais rigorosa do cumprimento das medidas protetivas em Paquetá;
Atendimento mais rápido da Polícia Militar e da Polícia Civil em casos de descumprimento dessas decisões judiciais;
Criação de um protocolo entre a concessionária das barcas, forças de segurança e o Poder Judiciário para situações envolvendo vítimas de violência doméstica;
Investigação do caso e eventual responsabilização do suspeito, caso seja confirmado o descumprimento da medida protetiva;
Garantia de segurança para que mulheres possam trabalhar, estudar e utilizar o transporte público sem medo.
Até o momento, não havia informações oficiais sobre eventual prisão do suspeito ou sobre as providências adotadas após a ocorrência.
A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Barcas Rio e das demais autoridades envolvidas, caso desejem se pronunciar sobre o episódio.
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