REALENGO: POLÍCIA INDICIA IALORIXÁ E MARIDO POR MORTE DE MULHER QUE TEVE 65% DO CORPO QUEIMADO EM TERREIRO

CASAL VAI RESPONDER POR HOMICÍDIO CULPOSO APÓS INVESTIGAÇÃO SOBRE INCÊNDIO DURANTE CERIMÔNIA RELIGIOSA NA ZONA OESTE DO RIO

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a ialorixá e o marido pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 32 anos, que sofreu queimaduras graves durante um ritual em um terreiro de candomblé em Realengo. 

Foto: Caroline Pinto dos Santos, arquivo / familiar


A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou a ialorixá responsável pela cerimônia religiosa e o marido dela pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 32 anos. A vítima morreu após permanecer 25 dias internada com queimaduras em cerca de 65% do corpo, provocadas por um incêndio ocorrido durante um ritual em um terreiro de candomblé, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. 

Segundo as investigações, o acidente aconteceu quando o marido da ialorixá despejou etanol em um recipiente que já estava em chamas. A ação provocou uma explosão que atingiu Caroline. Imagens gravadas durante a cerimônia registraram o momento em que o combustível é lançado sobre o fogo e as chamas se espalham rapidamente. 

A polícia apurou que a vítima não teria sido informada de que o ritual envolveria o uso de fogo. Testemunhas também relataram que o homem não prestou socorro imediato após a explosão. Ainda de acordo com os depoimentos, Caroline precisou utilizar um lençol para tentar apagar as chamas que consumiam seu corpo antes de ser socorrida. 

O proprietário do terreiro afirmou em depoimento que havia proibido o uso do galão de etanol durante a cerimônia e que o material inflamável foi levado ao local por determinação da ialorixá. Outra testemunha declarou à polícia que a intenção seria registrar o ritual em vídeo para publicação nas redes sociais. Essas informações fizeram parte da investigação conduzida pela Delegacia de Polícia.  

Caroline foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, onde permaneceu internada por 25 dias. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e morreu. A vítima deixou três filhas, de 16, 10 e 5 anos. 

Em manifestação divulgada anteriormente nas redes sociais, antes de desativar seus perfis, a ialorixá afirmou que o episódio foi um acidente inesperado e que a cerimônia possuía caráter particular, sendo conduzida apenas por ela e pelo marido. A investigação, no entanto, foi concluída com o indiciamento do casal por homicídio culposo, e o caso seguirá para análise do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. 

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