POLICIAIS ACUSADOS DE TER MATADO ADOLESCENTE DE 16 ANOS SÃO PRESOS

Foto: reprodução



Quatro policiais militares foram detidos na última quarta-feira, dia 6, em relação à morte do adolescente Thiago Flausino, de 13 anos, durante uma operação policial na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.

Os agentes de segurança se entregaram voluntariamente na 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) ter emitido mandados de prisão preventiva a partir de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

De acordo com a denúncia, os policiais militares estão sendo acusados de fraude, alegando que eles teriam plantado uma arma de fogo e munição na cena do crime após a morte do jovem.

Os quatro indivíduos presos são Roni Cordeiro de Lima, Diego Pereira Leal, Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Silvio Gomes dos Santos.

A defesa de Aslan Wagner Ribeiro de Faria argumentou que "os policiais são inocentes" e que "simplesmente seguiram as ordens de seus superiores". Eles alegam que as imagens do local podem comprovar claramente a legitimidade de suas ações. Além disso, a nota ressalta que o fato de o adolescente ser menor de idade não o impediria de representar uma ameaça à vida dos policiais, assim como muitos outros policiais que perderam a vida em cumprimento de seu dever.

Além disso, o TJ-RJ também determinou que outro indivíduo mencionado na denúncia, Diego Geraldo de Souza, seja afastado de suas funções na corporação. Segundo a acusação do Ministério Público, ele teria negligenciado sua responsabilidade de supervisionar os subordinados e autorizou o uso indevido de veículos e drones durante a operação.

A Promotoria de Justiça de Investigação Penal e a Delegacia de Homicídios continuam a investigar o caso da morte de Thiago Flausino. O interrogatório dos réus foi agendado para o dia 28 de setembro.



Entenda o caso

Thiago Flausino estava na garupa de uma moto quando foi atingido por disparos durante uma operação policial na comunidade Cidade de Deus.

Os disparos foram feitos por policiais que estavam em um carro descaracterizado.

Na ocasião, familiares e moradores relataram a imprensa que a polícia havia tido acesso a uma câmera que filmou os acontecimentos, e teria feito alterações nas imagens.

Segundo a Polícia Militar, na época, as equipes do Batalhão de Choque realizavam um patrulhamento quando dois homens em uma moto teriam atirado contra a guarnição.

Ainda de acordo com a nota da corporação, uma pistola teria sido apreendida no local da morte de Thiago. O MPRJ disse que testemunhas teriam relatado que a polícia teria plantado a arma.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro então abriu investigação pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e o Ministério Público instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar as circunstâncias da morte dele.
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