FRENTISTA FERIDO EM EXPLOSÃO DURANTE ABASTECIMENTO DE GNV MORRE NO HOSPITAL

Sindicato denuncia falta de fiscalização e alerta para o risco de cilindros adulterados em circulação no Rio

Foto: reprodução

Paulo Barbosa dos Santos, de 60 anos, não resistiu aos ferimentos graves provocados por uma explosão durante o abastecimento de GNV e faleceu no sábado (7), no Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava internado em estado gravíssimo desde a madrugada. O acidente ocorreu em um posto de combustíveis na Praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio de Janeiro, e também matou o motorista Guaraci Pereira Rodrigues Costa, de 64 anos.

Ambos foram atingidos por estilhaços e pela força do impacto quando o cilindro do veículo explodiu no momento em que o abastecimento estava sendo iniciado. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da explosão e a correria de clientes e funcionários. A violência da tragédia reacendeu o debate sobre a segurança no uso de GNV, uma vez que este tipo de acidente é recorrente.

O Sindicato dos Frentistas do Estado do Rio de Janeiro afirmou que o acidente poderia ter sido evitado e responsabilizou a falta de fiscalização sobre os equipamentos utilizados nos veículos. Segundo a entidade, muitos cilindros adulterados ou vencidos são instalados em oficinas clandestinas, sem qualquer controle técnico adequado. O sindicato denuncia ainda a omissão das autoridades em combater o mercado irregular, que coloca em risco não só os trabalhadores, mas toda a população.

Especialistas em segurança automotiva também chamam a atenção para o aumento da frota movida a GNV, impulsionada pelos altos preços dos combustíveis líquidos, sem que haja uma contrapartida proporcional em fiscalização. Muitos motoristas recorrem a adaptações ilegais para economizar, ignorando normas básicas de segurança.

A Delegacia de Crimes Contra o Consumidor (Decon) já iniciou uma investigação para apurar se o veículo envolvido no acidente passou por instalação clandestina de GNV e se havia irregularidades no posto de combustíveis. Técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli também estiveram no local para fazer uma perícia minuciosa.

Enquanto as causas exatas ainda são apuradas, o caso expõe o cotidiano de risco enfrentado por frentistas e clientes que utilizam GNV em postos de combustíveis. Para o sindicato, é urgente que o poder público intensifique a fiscalização, aplique sanções rigorosas contra estabelecimentos irregulares e promova campanhas educativas sobre o uso seguro do gás veicular.

A morte de Paulo e Guaraci é mais um alerta sobre o que pode acontecer quando a negligência e a falta de fiscalização se tornam rotina.

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