Desaparecimento de Catador em Magé Ganha Contornos de Execução e Ocultação de Corpo
Família de Rafael Silva mantém buscas por conta própria enquanto investigações são assumidas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense
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Foto: reprodução |
Rastro de sangue e mochila deixada para trás aumentam suspeitas de execução no antigo lixão de Bongaba; vigia do local é apontado como autor do crime.
Desde a última segunda-feira (7), o desaparecimento de Rafael Silva de Souza, catador de materiais recicláveis, tem mergulhado a família e amigos em uma angustiante rotina de incertezas. O jovem sumiu após entrar no antigo lixão de Bongaba, em Magé, na Baixada Fluminense, para recolher objetos recicláveis. Segundo relatos de testemunhas, ele teria sido baleado e morto por um vigia do local, mas até o momento o corpo não foi encontrado.
A única pista concreta é a mochila de Rafael, encontrada ao lado de manchas de sangue no terreno. Para os familiares, a hipótese mais provável é a de que Rafael tenha sido executado e o corpo ocultado para encobrir o crime. “A nossa maior suspeita é que, após ter matado ele, o vigia deve ter levado o corpo para outro lugar. Estamos até hoje fazendo buscas, mas até agora não conseguimos encontrá-lo”, afirmou o primo de Rafael, Yan Canuto.
Na tarde desta quarta-feira (9), familiares fizeram mais uma busca por conta própria no local, mesmo sem acreditar que o corpo ainda esteja ali. Eles esperam encontrar qualquer pista ou evidência que possa colaborar com as investigações.
O caso, inicialmente registrado na 66ª DP (Piabetá), foi repassado para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que agora conduz as investigações. Segundo a Polícia Militar, agentes do 34º BPM (Magé) estiveram na Estrada da Mineira, em Bongaba, após denúncia de homicídio, onde encontraram manchas de sangue, mas nenhum sinal do corpo de Rafael.
Além das buscas por respostas, os familiares têm buscado apoio institucional. Uma reunião com representantes da OAB e da Alerj está marcada ainda nesta quarta-feira para pedir mais empenho das autoridades no caso. A família cobra providências urgentes diante da possibilidade de o crime estar sendo encoberto.
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