Zé Trovão descarta greve de caminhoneiros, em favor de Bolsonaro, e diz que a classe não será usada como massa de manobra
Deputado do PL afirma que categoria está insatisfeita, mas que paralisações ocorrerão apenas por pautas específicas dos motoristas
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Foto: reprodução |
Zé Trovão diz que caminhoneiros não farão paralisações políticas, mas serão chamados aos atos pró-Bolsonaro; oposição organiza comissões de mobilização nacional
A oposição bolsonarista intensificou os preparativos para os protestos previstos para o dia 3 de agosto, mas sem contar com paralisações dos caminhoneiros. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), eleito com apoio da categoria e das manifestações de 7 de Setembro, afirmou que os motoristas não interromperão as atividades por motivos políticos. No entanto, participarão dos atos em apoio a Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Os caminhoneiros só param por demandas da categoria, não por pautas políticas”, afirmou o deputado. Segundo ele, há insatisfação no setor, sobretudo com a Lei do Caminhoneiro, que exige 11 horas ininterruptas de descanso a cada 24 horas de trabalho. Para os motoristas, essa regra compromete os prazos de entrega e eleva os custos do frete.
Apesar de descartarem bloqueios de estradas, os líderes da oposição preparam uma mobilização nacional. A estratégia envolve a criação de três comissões na Câmara dos Deputados. A primeira, presidida por Gustavo Gayer (PL-GO), será responsável pela comunicação; a segunda, comandada por Cabo Gilberto (PL-PB), coordenará articulações internas no Congresso; e a terceira, sob liderança de Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Zé Trovão, cuidará da mobilização nas ruas.
De acordo com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o plano estratégico está sendo mantido em sigilo. “Algumas possibilidades de ações foram eliminadas, e o que for decidido será comunicado apenas a quem for de direito”, declarou.
Entre as prioridades da oposição estão a aprovação do projeto de anistia aos réus do 8 de Janeiro e o avanço de um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A anistia é considerada “prioridade número um” na Câmara, enquanto o processo contra Moraes será a principal aposta no Senado.
A mobilização da base bolsonarista promete esquentar os debates políticos nas próximas semanas, com foco na reação às decisões do Supremo e na defesa do ex-presidente. A expectativa dos organizadores é reunir grande número de apoiadores em várias cidades do país, reforçando a narrativa de perseguição contra Bolsonaro e seus aliados.
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