O ATENTADO NA RUA TONELERO – DESFECHO POLÍTICO
| Foto: reprodução |
O atentado da Rua Tonelero ocorreu em 5 de agosto de 1954, em Copacabana, Rio de Janeiro, e teve como alvo o jornalista Carlos Lacerda, um dos principais opositores do presidente Getúlio Vargas. Lacerda foi atingido no pé, mas sobreviveu. O major da Aeronáutica Rubens Vaz, que atuava como seu segurança, foi morto, e um guarda municipal também acabou ferido na ação.
As investigações identificaram como mandante Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Vargas. A descoberta atingiu diretamente o núcleo do governo, provocando uma crise política de grandes proporções que envolveu militares, imprensa e partidos de oposição.
A pressão contra o presidente se intensificou rapidamente. Apenas 19 dias depois, em 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas tirou a própria vida no Palácio do Catete, deixando uma carta-testamento que se tornou um marco na história política do país.
O desfecho do episódio incendiou os ânimos da população. Em apoio a Vargas, grupos foram até a sede do jornal O Globo, no Rio de Janeiro, que fazia oposição ao governo. O prédio foi depredado, carros de distribuição destruídos, e os jornalistas, acuados, usaram malotes de jornais para tentar impedir a invasão.
O atentado da Rua Tonelero e a morte de Vargas se consolidaram como um dos momentos mais dramáticos e decisivos da política brasileira.
(Pesquisa: SpingRV Notícias)
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