RODOVIÁRIOS DEVEM SE ENCONTRAR COM PREFEITO DE SÃO GONÇALO PARA TENTATIVA DE EVITAR GREVE EM SÃO GONÇALO

Rodoviários mantêm estado de greve e pressionam por reajuste salarial; reunião com prefeito ocorre nesta sexta-feira

Foto: reprodução 

A crise do transporte público em São Gonçalo se intensificou nesta quinta-feira (25) com a decisão dos rodoviários de manter o estado de greve. A medida foi ratificada em assembleia realizada no bairro Sapê, em Niterói, pelo Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac).

Na pauta dos trabalhadores estão reajuste salarial de 10% mais 5% de perdas acumuladas, aumento da cesta básica para R$ 600, fim do dinheiro em espécie nos coletivos e a manutenção das cláusulas da convenção atual. Os rodoviários afirmam que não aceitam salários diferentes entre cidades da mesma região.

O presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, destacou que a categoria já fez sacrifícios durante a pandemia e não admite novos cortes: “Não vamos permitir pisos diferentes para trabalhadores na mesma função. Isso é ilegal e imoral”, declarou.

Os empresários, representados pelo Setrerj, alegam inviabilidade financeira e citam o congelamento tarifário de oito anos. Em decisão recente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou o aumento da passagem de R$ 3,95 para R$ 5,94, sob pena de multa diária de R$ 50 mil diretamente ao prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson.

A Prefeitura informou que recorreu da decisão e marcou uma reunião com o sindicato nesta sexta-feira (26), às 16h, no gabinete do prefeito, em busca de uma saída para o impasse.

Enquanto o debate avança, a população enfrenta longas esperas nos pontos e frota reduzida. “A demora é o que mata. A gente passa mais de uma hora esperando”, reclama Cláudio Paz, morador da Praia da Luz. Já Marli Alves, de Ipiíba, critica as condições precárias da linha 08: “No verão é insuportável por conta do calor, e quando chove o ônibus não passa pela lama”.

O Sintronac reforça que a greve só terá início se não houver acordo nas negociações após o envio do ofício ao Setrerj. Até lá, o estado de greve funciona como aviso legal à sociedade e às empresas.

Em paralelo, em Maricá, circula nas redes sociais um panfleto sobre suposta paralisação dos “vermelhinhos” em 12 de outubro. O sindicato desmentiu a informação e classificou como fake news com possível motivação política ou econômica.

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