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| Imagem / TV Globo |
Greve dos rodoviários da Viação Real chega ao segundo dia e compromete 16 linhas de ônibus no Rio. Sindicato cita salários e benefícios; empresa afirma que pagamentos estão em dia.
A paralisação dos motoristas e demais funcionários da Viação Real, iniciada na madrugada de segunda-feira (22), chegou ao segundo dia nesta terça-feira (23) e continua provocando impactos significativos no transporte público do Rio de Janeiro. Ao todo, 16 linhas seguem afetadas, principalmente em trajetos que ligam o Centro à Zona Sul e à Zona Oeste.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a greve foi deflagrada devido ao não pagamento de salários, vale-alimentação, FGTS e férias. A entidade afirma que a situação financeira dos trabalhadores se agravou nos últimos meses, levando à decisão de cruzar os braços.
Até a noite de segunda-feira, apenas duas linhas da empresa — 315 (Central x Recreio) e 163 (Terminal Gentileza x Copacabana) — operavam de forma parcial, por meio de um acordo emergencial com outras viações. As demais continuavam totalmente paralisadas.
O presidente do sindicato, Sebastião José, afirmou que os problemas enfrentados pelos rodoviários vão além dos atrasos salariais, envolvendo também pendências trabalhistas acumuladas. Ainda na manhã de segunda, funcionários da Viação Vila Isabel chegaram a sinalizar uma paralisação, mas recuaram após negociações, permitindo o retorno parcial de linhas como a 433 e a 548.
Enquanto o impasse permanece sem solução, passageiros relatam dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e compromissos, especialmente nas regiões mais dependentes das linhas da Viação Real.
108, 110, 112, 181, 222, 309, SN309, 460, 462, 463, 472, 538, 553, 585, 955 e 957
Para reduzir os impactos, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) orienta que os usuários priorizem metrô, VLT e BRT. A pasta também solicitou reforço na operação de linhas municipais com itinerários semelhantes aos das linhas paralisadas.
107, 109, 161, 169, 232, 409, 410, 435, 552, 583 e 584
Em nota, a Viação Real afirmou que não procede a informação de que a greve esteja relacionada a atraso de salários ou benefícios. Segundo a empresa, os salários dos funcionários ativos estão em dia, assim como o pagamento integral das duas parcelas do 13º salário.
A empresa informou ainda que o vale-alimentação foi devidamente creditado, negando qualquer pendência financeira com os colaboradores.
Até o momento, não há previsão oficial para o fim da paralisação. O caso segue em acompanhamento pelos órgãos públicos e pelas entidades sindicais.
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