GREVE DOS CAMINHONEIROS MARCADA PARA AMANHÃ DIVIDE CATEGORIA EM TODO O PAÍS

Convocação para paralisação nacional reacende disputa entre movimentos políticos e reivindicações trabalhistas

Foto: reprodução


Setor racha diante de chamado para o dia 4; falta de pauta unificada gera desconfiança.

Uma nova convocação de paralisação nacional voltou a movimentar grupos de caminhoneiros em todo o país, mas a adesão prevista para esta quinta-feira (4) está longe de ser consenso. A mobilização, anunciada pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho e por Chicão Caminhoneiro, representante da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), expôs um forte racha interno: enquanto uma parte quer focar exclusivamente em melhorias trabalhistas, outra tenta incorporar pautas políticas, como a defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos investigados pelos atos de 8 de janeiro.

Os organizadores divulgaram vídeos nas redes sociais convocando motoristas de todo o Brasil. Eles afirmam que vão ingressar com ações judiciais para dar respaldo à paralisação e defendem reivindicações como estabilidade contratual, cumprimento das normas vigentes, ajustes no Marco Regulatório do Transporte de Cargas e criação de aposentadoria especial para quem comprovar 25 anos de atividade.

Apesar disso, grande parte dos caminhoneiros e entidades representativas demonstrou resistência. A CNTTL divulgou nota afirmando que não apoia movimentos de manipulação política, alertando que a paralisação pode ser usada para fins ideológicos. Para muitos motoristas, a inclusão de pautas políticas — especialmente o pedido de anistia — desvia o foco e prejudica a credibilidade de um setor que reclama há anos por melhorias objetivas.

A falta de transparência sobre uma pauta trabalhista sólida também gera desconfiança. Caminhoneiros lembram que mobilizações anteriores, altamente politizadas, não trouxeram resultados concretos e desgastaram a imagem da categoria.

Nas redes, Coelho classificou a paralisação como “o caminho que restou”, afirmando que o objetivo principal é pressionar o Congresso por anistia. Já motoristas contrários ao ato insistem que o movimento deveria priorizar condições reais de trabalho, e não disputas políticas.

A convocação continua circulando, mas a divisão interna deixa incerta qualquer possibilidade de paralisação em larga escala. A categoria segue polarizada — entre quem busca avanços profissionais e quem tenta transformar a mobilização em um ato político-partidário.

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