O PARAÍSO DA PROSTITUIÇÃO E DA MACONHA NA TAILÂNDIA: PATTAYA E A INDÚSTRIA DO SEXO A CÉU ABERTO

Turismo sexual, casas de prostituição, massagens com “final feliz” e cannabis legalizada convivem lado a lado em uma das cidades mais polêmicas do país.

Foto: reprodução


Cidade tailandesa de Pattaya se tornou símbolo mundial do turismo sexual, reunindo prostituição aberta, casas de massagem e um mercado bilionário sustentado por desigualdade social e tolerância estatal.

O paraíso da prostituição, para muitos, é a Tailândia. Ao caminhar pelas ruas de Pattaya, homens de todas as idades são abordados por centenas de mulheres que vêm de diferentes regiões do país em busca de uma vida melhor ou para sustentar suas famílias por meio da prostituição.

A cidade concentra dezenas e dezenas de casas de prostituição que funcionam de forma aberta. Embora a legislação tailandesa oficialmente proíba a atividade, na prática há uma ampla tolerância, com fiscalização mínima e regras informais que permitem o funcionamento do setor. Trata-se de um sistema conhecido, aceito e integrado ao turismo local.

No interior desses estabelecimentos, encontram-se quartos luxuosos onde as profissionais recebem seus clientes. Não são ambientes degradados ou improvisados. A limpeza é rigorosa, a organização é evidente e tudo é planejado para oferecer conforto e segurança. Muitas das mulheres que trabalham nesses clubes afirmam estar ali por escolha própria, atraídas pelo retorno financeiro muito superior ao de empregos formais no país.

Ao entrar nessas casas, o cenário é direto e explícito: dezenas de mulheres completamente nuas dançam para atrair a clientela, em um espetáculo contínuo que transforma o corpo em vitrine e mercadoria.

Além dos bordéis, Pattaya também é conhecida pelas casas de massagem. Nelas, o cliente pode optar apenas pelo serviço tradicional ou solicitar o chamado “happy ending”, o famoso “final feliz”, quando a massagem termina em um momento íntimo entre cliente e massagista. A prática é amplamente difundida e encarada com naturalidade em determinadas regiões da Tailândia.

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Esse cenário se mistura a outro elemento que chama atenção: as lojas de cannabis, a maconha, descriminalizada no país em 2022. Em Pattaya, casas de prostituição dividem espaço com lojas que vendem a droga legalmente, criando um ambiente onde turismo sexual, drogas leves e entretenimento coexistem sem disfarces.

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Por trás das luzes de neon e da aparente liberdade, existe uma realidade complexa. Pobreza, desigualdade social, turismo internacional e permissividade estatal se cruzam, sustentando uma indústria bilionária. Pattaya se tornou um retrato cru de como o corpo humano também pode ser transformado em produto em sociedades marcadas por contrastes profundos.

Matéria e Pesquisa: William C Simas

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