RIO: GAROTINHO FAZ ACUSAÇÕES CONTRA ADVERSÁRIOS E PROMETE “BOPE 2.0” PARA COMBATER O CRIME
CANDIDATO GAROTINHO, ACUSOU EDUARDO PAES, E DOUGLAS RUAS DE TEREM ENVOLVIMENTO COM O CRIME O RGANIZADO.
Durante sua participação em debate eleitoral, Anthony Garotinho fez uma série de acusações contra adversários políticos, criticou instituições e apresentou propostas para segurança, transporte e economia do Rio.
| Foto: Imagem Tv Record - Rio |
Rio de Janeiro – O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, protagonizou um discurso marcado por fortes acusações contra adversários políticos e instituições durante o debate eleitoral. Ao longo de sua participação, o candidato também apresentou propostas para segurança pública, transporte, economia e mobilidade na Região Metropolitana.
Garotinho afirmou que o pedido de impugnação de sua candidatura teria sido inicialmente articulado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, e posteriormente teria envolvido o Ministério Público.
Segundo o candidato, o Ministério Público do Ceará teria identificado uma pessoa que estaria relacionada ao pedido de impugnação de sua candidatura. Garotinho não apresentou, durante sua fala, comprovação pública das acusações.
“BOPE 2.0” E RETOMADA DE COMUNIDADES
Na área de segurança pública, Garotinho afirmou concordar que o combate à criminalidade deve ser uma das principais prioridades do Estado neste momento.
O candidato disse que pretende criar o que chamou de “BOPE 2.0”, com uma estratégia de ocupação permanente de comunidades após as operações policiais.
Segundo Garotinho, a ideia seria realizar a entrada das forças de segurança, manter o policiamento dentro das comunidades e, posteriormente, promover a atuação de uma chamada “tropa social”, com serviços e ações do Estado.
O candidato também afirmou que pretende contar com o apoio do Exército Brasileiro para realizar cercos durante operações destinadas à retomada de áreas dominadas pelo crime organizado.
Garotinho relembrou ainda uma operação realizada no Complexo da Penha e afirmou que, na ocasião, teria informado à polícia que o criminoso conhecido como Doca, apontado como integrante do Comando Vermelho, não estaria na Penha, mas em Paraisópolis.
ACUSAÇÕES CONTRA PAES E DOUGLAS RUAS
Durante o debate, Garotinho afirmou que o candidato Douglas Ruas seria ligado ao Comando Vermelho e classificou Eduardo Paes como candidato associado à milícia.
As declarações foram feitas pelo candidato durante o debate e representam acusações políticas. Não foram apresentadas, durante a fala registrada, provas que comprovassem as supostas ligações.
Garotinho também declarou que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) seria uma “organização criminosa”, atribuindo essa avaliação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
O candidato ainda criticou a gestão de Eduardo Paes em relação ao sistema de transporte e afirmou considerar um crime obrigar passageiros a utilizarem o cartão Jaé, sem possibilidade de pagamento em dinheiro.
CRÍTICAS A CABRAL E PEZÃO
Garotinho também responsabilizou os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão pelo aumento da dívida do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo ele, a situação teria sido agravada por operações envolvendo a venda de títulos.
O candidato afirmou ainda que pretende rever a política de incentivos fiscais do Estado. A proposta apresentada é retirar benefícios concedidos a grandes empresas e direcionar incentivos para o setor naval, especialmente para estaleiros.
BARCA PARA TODA A BAÍA DE GUANABARA
Na área de mobilidade, Garotinho prometeu implantar um sistema aquaviário integrado, com linhas de barcas conectando diferentes cidades da Região Metropolitana pela Baía de Guanabara.
Segundo o candidato, um projeto desse tipo não teria avançado anteriormente devido à influência das empresas de ônibus.
Garotinho também afirmou que poderá rever os contratos relacionados à privatização da Cedae.
De acordo com ele, caso as empresas responsáveis não reduzam as tarifas cobradas dos consumidores, seu eventual governo poderá adotar medidas para que o Estado reassuma o controle do serviço.
“DEPOIS DE MIM, TODOS PIORARAM O ESTADO”
Em outro momento do debate, Garotinho afirmou que, depois de seu período à frente do Governo do Estado, seus sucessores teriam contribuído para a deterioração da situação do Rio.
O candidato acusou administrações posteriores de envolvimento em esquemas de corrupção e afirmou que pretende retomar políticas que, segundo ele, teriam sido adotadas durante seu governo.
Garotinho também declarou que não fará acordos com criminosos.
Segundo ele, o problema não estaria apenas na negociação com integrantes do crime organizado, mas também na situação em que políticos fazem acordos e posteriormente deixam de cumpri-los.
CRÍTICAS AO GRUPO DE FLÁVIO BOLSONARO
Garotinho também atacou o grupo político ligado ao senador Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.
Durante sua fala, classificou o grupo como uma “quadrilha” e citou políticos que, segundo ele, estariam envolvidos em acusações de corrupção.
Mais uma vez, as afirmações foram apresentadas pelo candidato durante o debate e devem ser tratadas como acusações políticas, não como fatos comprovados.
REFERÊNCIAS POLÍTICAS
Ao falar sobre suas referências políticas, Garotinho citou nomes históricos da política brasileira, como Darcy Ribeiro e Leonel Brizola.
O candidato também mencionou Enéas Carneiro como uma de suas referências.
A participação de Garotinho foi marcada, portanto, por ataques aos adversários, críticas a instituições e apresentação de propostas principalmente nas áreas de segurança pública, transporte, infraestrutura e economia.
As acusações feitas contra outros candidatos e agentes públicos deverão ser confrontadas com as manifestações dos citados e com eventuais documentos ou provas que possam sustentar as afirmações.
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