RIO DE JANEIRO: HELICÓPTERO CAI NA VISTA CHINESA E MATA PILOTO E TRÊS TURISTAS COLOMBIANAS DURANTE PASSEIO PANORÂMICO
AERONAVE FAZIA VOO TURÍSTICO COM PORTAS ABERTAS; PASSEIO CUSTOU R$ 2.550 E PREVIA SOBREVOO PELA FLORESTA DA TIJUCA
Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, neste sábado (8). As vítimas eram o piloto e três turistas colombianas da mesma família.
| Foto: divulgação |
O Rio de Janeiro foi palco de uma tragédia aérea na manhã deste sábado (8), quando um helicóptero caiu em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul da cidade. As quatro pessoas que estavam a bordo morreram.
Segundo informações divulgadas após o acidente, as três turistas colombianas realizavam um passeio panorâmico pela cidade na modalidade conhecida como “doors off”, em que a aeronave opera com as portas abertas. O passeio havia sido contratado junto à empresa Voos Rio Panorâmico (VRP) e custou R$ 2.550.
De acordo com o comprovante de pagamento divulgado pelo Diário do Rio, o passeio tinha duração prevista de aproximadamente 20 minutos e incluía um roteiro pelo Rio de Janeiro, com sobrevoo pela região da Floresta da Tijuca. Foi justamente nessa região que ocorreu o acidente.
QUEM ERAM AS VÍTIMAS
As quatro vítimas foram identificadas como:
Alessandro Rocha, piloto da aeronave;
Rocio Cubillos, turista colombiana;
Wendy Manrique, turista colombiana;
Sofia Murillo, turista colombiana.
As três mulheres pertenciam à mesma família. Informações divulgadas sobre as vítimas apontam que Rocio Cubillos tinha 59 anos, Wendy Manrique, 37, e Sofia Murillo, 17. Rocio era mãe de Wendy e avó de Sofia.
O piloto Alessandro Rocha também foi identificado. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, ele afirmava nas redes sociais ter mais de 20 anos de experiência na área de instrução de ultraleves e helicópteros. Rocha deixou a companheira e três filhos.
HELICÓPTERO ERA UM ROBINSON R44
A aeronave envolvida no acidente era um Robinson R44, modelo bastante utilizado em voos executivos e turísticos.
O helicóptero tinha matrícula PP-MFS e era operado pela empresa VRP – Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos.
Segundo informações obtidas a partir do Registro Aeronáutico Brasileiro, a aeronave havia sido fabricada em 2001. Dados divulgados pela imprensa apontam que a situação da aeronave perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) era considerada regular, com autorização para Serviço Aéreo Especializado.
A empresa oferecia passeios panorâmicos por diferentes pontos turísticos do Rio de Janeiro, incluindo regiões próximas ao Cristo Redentor e à Barra da Tijuca. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os pacotes convencionais tinham preços a partir de R$ 750 por pessoa.
QUEDA ACONTECEU EM ÁREA DE MATA DE DIFÍCIL ACESSO
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h11 deste sábado para atender à ocorrência.
Os destroços foram localizados pelo Grupamento de Operações Aéreas em uma região de mata fechada, inclinada e de difícil acesso.
A localização dificultou o trabalho das equipes de emergência. Cerca de 40 militares e 11 viaturas, de diferentes unidades do Corpo de Bombeiros, participaram da operação.
Após a queda, foram registrados focos de incêndio na região. Equipes especializadas atuaram para controlar as chamas e evitar que o fogo se espalhasse pela vegetação.
Não houve sobreviventes.
PERÍCIA VAI APURAR O QUE PROVOCOU A QUEDA
As causas do acidente ainda não foram determinadas.
A ocorrência está sendo investigada pela 19ª Delegacia de Polícia, na Tijuca, que deverá realizar perícia no local e outras diligências para tentar esclarecer as circunstâncias da queda.
A Força Aérea Brasileira também informou que investigadores foram acionados para realizar a chamada Ação Inicial, procedimento destinado à coleta e confirmação de informações, análise dos danos e levantamento de elementos que possam contribuir para a investigação aeronáutica.
Até o momento, não há conclusão oficial apontando falha mecânica, erro humano, problema operacional ou qualquer outra causa específica para o acidente.
EMPRESA DIZ QUE AGUARDA ESCLARECIMENTOS
Procurada pela imprensa, a empresa responsável pelo voo informou que ainda buscava informações sobre o acidente e acompanhava as apurações.
Em manifestação à CNN Brasil, a companhia afirmou que não possuía, naquele momento, informações concretas e confirmadas suficientes para apresentar uma posição sobre o ocorrido e que aguardaria os esclarecimentos oficiais antes de se manifestar.
ACIDENTE AÉREO CHAMA ATENÇÃO PARA OS VOOS TURÍSTICOS NO RIO
O acidente aconteceu em uma das regiões mais conhecidas do Rio de Janeiro para passeios aéreos. A área da Vista Chinesa e seus arredores integra rotas utilizadas por empresas que oferecem voos panorâmicos para turistas.
A modalidade “doors off”, contratada pelas vítimas, permite que o passeio seja realizado com as portas abertas, proporcionando uma experiência diferente durante o voo. No caso que terminou em tragédia, o serviço contratado previa aproximadamente 20 minutos de duração e custou R$ 2.550.
A queda, entretanto, não teve suas causas esclarecidas. A investigação deverá determinar o que aconteceu com o Robinson R44 antes do impacto e se houve algum problema relacionado à aeronave, à operação do voo ou às condições encontradas durante o trajeto.
Enquanto a perícia e as autoridades continuam trabalhando, a região do acidente permanece preservada para o levantamento das informações necessárias à investigação.
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