CRIANÇA DE 3 ANOS MORRE APÓS SER ATACADA POR PITBULL DENTRO DE CASA EM COSMOS, NO RIO
Lorena Valentina foi socorrida em estado gravíssimo para o Hospital Rocha Faria, mas não resistiu; tutor do animal foi preso em flagrante
Uma criança de apenas 3 anos morreu após ser atacada por um cachorro da raça pitbull, na quinta-feira (17), em Cosmos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A menina, identificada como Lorena Valentina de Oliveira Silva, estava dentro da residência onde vivia com a família quando foi atacada.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o animal pertencia ao companheiro da avó da criança. O homem não estava no imóvel no momento do ataque. Familiares informaram que o cachorro fazia parte do convívio da família.
Vizinhos entraram na casa para tentar salvar a menina
O ataque aconteceu dentro da residência. Ao perceberem a situação, vizinhos arrombaram o portão do imóvel e conseguiram retirar a criança do alcance do animal.
Segundo relatos divulgados pela imprensa, o pitbull também ficou ferido durante a intervenção dos moradores e posteriormente foi encaminhado para atendimento veterinário. A origem dos ferimentos ainda deverá ser esclarecida pela investigação.
Após o ataque, policiais militares do 40º BPM (Campo Grande) foram acionados e encontraram Lorena gravemente ferida.
A menina foi levada para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ela chegou à unidade em parada cardiorrespiratória.
A equipe médica realizou procedimentos de emergência e tentou reanimar a criança, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Tutor do pitbull foi preso
Depois do ataque, policiais realizaram buscas para localizar o responsável pelo animal. O tutor foi identificado como Jorge Vinicius Quevene da Silva e preso em flagrante.
Ele foi conduzido para a 35ª DP (Campo Grande), unidade responsável pelo registro e investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, o homem responderá por homicídio culposo por omissão, modalidade em que não há intenção de matar.
O caso também está sendo analisado com base na Lei Henry Borel, legislação criada para reforçar a proteção de crianças e adolescentes contra violência doméstica e familiar. A utilização da lei no caso não significa, por si só, que já exista uma conclusão definitiva sobre eventual violência doméstica. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias e possíveis responsabilidades.
Polícia investiga as circunstâncias do ataque
A Polícia Civil solicitou perícia no imóvel onde ocorreu o ataque. O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Ainda não foram esclarecidos publicamente todos os detalhes sobre a dinâmica do ataque, incluindo as circunstâncias que permitiram que a criança tivesse contato com o animal e as condições de contenção do cachorro.
Esses elementos deverão ser analisados durante a investigação.
Cachorro foi levado para atendimento veterinário
O pitbull foi retirado do imóvel após o ataque. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o animal apresentava ferimentos na cabeça e foi levado por ativistas da causa animal para atendimento veterinário no Hospital Golias, em Sepetiba. A origem das lesões deverá ser investigada.
O caso também chamou a atenção para a necessidade de cuidados com animais de grande porte. A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais afirmou que acompanha a ocorrência e destacou a importância da guarda responsável, especialmente em relação ao manejo, socialização, cuidados veterinários e contenção adequada.
Outro ataque envolvendo uma criança aconteceu em São Gonçalo
A morte de Lorena ocorreu apenas um dia depois de outro ataque envolvendo um pitbull e uma criança de 3 anos na Região Metropolitana do Rio.
Na quarta-feira (16), um menino da mesma idade foi atacado no bairro Vista Alegre, em São Gonçalo. A criança voltava da creche acompanhada da mãe e de um irmão quando foi atacada pelo animal.
O menino sofreu ferimentos graves, inclusive no rosto, e foi levado inicialmente para uma unidade de atendimento em São Gonçalo. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), onde passou por procedimento médico. Segundo O Dia, o hospital informou que somente neste ano já havia atendido 25 crianças vítimas de ataques de cães.
Os dois episódios aconteceram em cidades da Região Metropolitana com apenas um dia de diferença, mas não há informação de qualquer relação entre os casos.
A investigação sobre a morte de Lorena continua sob responsabilidade da Polícia Civil.
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