TRÊS LAGOAS: “TALISSINHA DO PCC” MORRE BALEADA PELA FORÇA TÁTICA APÓS AVANÇAR COM FACA CONTRA POLICIAIS
Thaís Eduarda Souza Rossi, de 18 anos, foi atingida durante uma ocorrência no condomínio Pardal; polícia afirma que jovem estava armada e teria avançado contra os agentes
Uma jovem de 18 anos, apontada pela polícia como integrante do PCC e conhecida como “Talissinha do PCC”, morreu após ser baleada por policiais da Força Tática durante uma ocorrência em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
O caso aconteceu na manhã deste domingo (13), no condomínio Pardal, localizado no Conjunto Habitacional Novo Oeste, em Três Lagoas, cidade situada a cerca de 327 quilômetros de Campo Grande.
A ocorrência começou depois que a Polícia Militar recebeu uma denúncia de que Thaís Eduarda Souza Rossi estaria bastante alterada e ameaçando uma vizinha com uma faca.
Uma equipe da Força Tática foi enviada ao condomínio para atender à ocorrência.
Segundo a versão apresentada inicialmente pela Polícia Militar, os policiais encontraram Thaís ainda portando a faca. Os agentes teriam determinado que ela largasse a arma branca, mas, conforme o relato policial, a jovem não obedeceu e avançou contra os militares.
Diante da situação, os policiais efetuaram disparos para conter a ameaça.
Thaís foi atingida e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local. Os próprios policiais fizeram o transporte da jovem até o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.
Ela chegou à unidade hospitalar com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois.
DOIS DISPAROS FORAM EFETUADOS, SEGUNDO RELATOS
Informações divulgadas pela imprensa local apontam que foram realizados dois disparos de pistola durante a intervenção.
A faca que, segundo os policiais, estava sendo utilizada por Thaís foi localizada e apreendida.
O local foi preservado para o trabalho da Perícia Criminal, que realizou os levantamentos necessários para ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência.
| Foto: reprodução |
JOVEM ERA APONTADA COMO INTEGRANTE DO PCC
Thaís Eduarda era conhecida nas redes sociais pelo apelido de “Talissinha do PCC”.
De acordo com informações atribuídas à Polícia Militar, ela era apontada como integrante do Primeiro Comando da Capital, o PCC, uma das maiores organizações criminosas do país.
Ainda segundo os relatos policiais divulgados pelos veículos de imprensa, a jovem costumava publicar nas redes sociais imagens relacionadas a armas de fogo e drogas.
O apartamento onde ela morava também seria conhecido das autoridades e teria sido alvo de denúncias relacionadas ao tráfico de drogas.
É importante destacar, porém, que essas informações são atribuídas à polícia. Não foram localizadas, na apuração realizada para esta reportagem, informações sobre eventual condenação judicial de Thaís por integrar a organização criminosa.
DENÚNCIA SOBRE DROGAS TERIA ANTECEDIDO A CONFUSÃO
Informações divulgadas pelo RCN67, com base no boletim da ocorrência, acrescentam detalhes sobre o que teria acontecido antes da chegada da Força Tática.
Segundo o registro policial, havia uma denúncia de possível movimentação de drogas no condomínio. Ainda conforme o relato, Thaís teria recebido uma sacola entregue por uma pessoa que chegou ao local em uma motocicleta.
A suspeita da polícia é de que a jovem tenha acreditado que a vizinha havia denunciado a movimentação.
Depois disso, Thaís teria ido até o apartamento da mulher e a ameaçado com uma faca.
Essas informações fazem parte do relato registrado na ocorrência e ainda deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
SUSPEITA DE USO DE DROGAS
A Polícia Militar também levantou a possibilidade de que Thaís estivesse sob efeito de entorpecentes no momento da ocorrência.
A informação, entretanto, ainda é uma suspeita e deverá ser esclarecida pela investigação. Não há, até o momento, confirmação pública de exame que comprove o consumo de drogas antes da abordagem.
ADOLESCENTE FOI APREENDIDO APÓS A OCORRÊNCIA
Depois dos disparos, os policiais retornaram ao condomínio para acompanhar a preservação do local e o trabalho da perícia.
Segundo informações do boletim reproduzidas pelo RCN67, durante esse procedimento um adolescente de 15 anos teria ameaçado e desacatado os policiais.
Ainda conforme o registro, o adolescente teria feito referência ao “Comando” enquanto ameaçava os militares e acabou apreendido.
A ocorrência foi registrada, entre outros fatos, como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, além de ameaça, resistência, desacato e desobediência.
MORTE SERÁ APURADA
Apesar de a versão inicial da Polícia Militar apontar que Thaís estava armada com uma faca e avançou contra os policiais, a dinâmica dos disparos deverá ser analisada pelas autoridades.
A perícia realizada no local e os demais elementos da investigação deverão ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Até o momento, a informação de que a jovem avançou contra os policiais é a versão apresentada pelos militares envolvidos na ocorrência.
O caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias que terminaram com a morte de Thaís Eduarda Souza Rossi, de 18 anos.
A jovem morreu no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, para onde foi levada ainda com vida pelos próprios policiais após ser baleada dentro do condomínio Pardal.
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