NOVA IGUAÇU: MÃE COLOCA FOGO NA CASA DE MARIANA ANTES DE PERÍCIA E NOVOS RELATOS AUMENTAM MISTÉRIO SOBRE DESAPARECIMENTO
Áudio atribuído à mãe, incêndio na residência e relatos de moradores sobre o tio da menina colocam novas perguntas no centro da investigação
O desaparecimento de Mariana, de 10 anos, ganhou novos e surpreendentes capítulos nesta segunda-feira (5), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Quando uma perícia seria realizada na casa onde a menina morava, o imóvel acabou sendo incendiado. E, segundo informações que chegaram à reportagem, a própria mãe teria assumido, em um áudio enviado pelo WhatsApp, que foi responsável por colocar fogo na residência.
A mulher teria explicado que entrou em uma tristeza profunda ao entrar no quarto da filha e encontrar os pertences de Mariana.
O incêndio, entretanto, aconteceu justamente no dia em que uma perícia seria realizada no imóvel, acrescentando um novo elemento ao já misterioso desaparecimento da criança.
A mãe teria deixado a residência acompanhada do marido após o incêndio.
A pergunta que agora começa a fazer parte da investigação é inevitável: o fogo foi provocado apenas por um momento de desespero e sofrimento diante do desaparecimento da filha ou havia algo na residência que a mulher não queria mais que fosse encontrado?
A resposta caberá à investigação.
RELATOS SOBRE O TIO DA MENINA
Enquanto as buscas por Mariana continuam, novas informações começaram a circular entre moradores da região.
Um grupo de WhatsApp criado por vizinhos passou a reunir relatos de pessoas que acompanham o caso e participam das buscas.
Entre essas informações está o relato de uma vizinha que teria visto o tio de Mariana levando a menina em direção a uma área de mata.
Segundo o relato, a criança teria pedido socorro enquanto era levada para dentro do mato. Ainda segundo essa versão, o homem teria colocado a mão sobre a boca da menina para impedir que ela gritasse.
A história rapidamente provocou preocupação entre os moradores e acrescentou uma nova possibilidade às investigações.
Se esse relato estiver relacionado ao desaparecimento, a área de mata poderá ganhar ainda mais importância para a polícia.
QUEM É O HOMEM QUE APARECE COMO PAI?
Outra informação que começou a circular envolve o homem que se apresenta publicamente como pai de Mariana.
Segundo relatos que chegaram aos moradores, ele não seria o pai biológico da menina, mas sim seu padrasto.
O homem seria pastor de uma igreja evangélica.
Essa informação, caso seja confirmada durante a investigação, poderá ajudar a esclarecer a composição familiar de Mariana e as relações existentes dentro da residência.
PAIS VÃO À DELEGACIA
Nesta segunda-feira, os pais de Mariana estiveram na delegacia responsável pela investigação e prestaram depoimento.
O desaparecimento da menina foi registrado inicialmente na 56ª DP, em Comendador Soares, e o caso passou a ser acompanhado pelo Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
A mudança para uma unidade especializada aumenta a pressão sobre a investigação, principalmente diante dos novos acontecimentos registrados nesta segunda-feira.
MARIANA DESAPARECEU A CAMINHO DA ESCOLA
Mariana desapareceu na última quinta-feira (1º).
Segundo as informações reunidas desde o início das buscas, a menina saiu de casa, no bairro Ipiranga, para ir à escola.
Ela deveria seguir até o Colégio Chaer Kazen Kalaoun, localizado a menos de um quilômetro da residência.
A menina, porém, não chegou à escola.
Por volta das 16h, o irmão mais velho foi até a unidade de ensino para buscá-la e descobriu que Mariana não havia comparecido às aulas.
A partir daquele momento, familiares e moradores começaram uma mobilização para tentar encontrar a criança.
Hospitais e unidades do Instituto Médico Legal também foram procurados.
ÁREA DE MATA VIRA PONTO DE ATENÇÃO
Desde o desaparecimento, uma área de mata existente entre a residência e a escola passou a ser um dos pontos observados pelos moradores.
Pessoas da região chegaram a entrar no local durante as buscas.
Agora, com o surgimento do relato de uma testemunha que teria visto Mariana sendo levada em direção à mata, o local ganha novamente importância.
A polícia deverá confrontar as informações recebidas com imagens, depoimentos e demais elementos reunidos durante a investigação.
O INCÊNDIO MUDA O CASO
O incêndio da residência pode representar um dos acontecimentos mais importantes desde o desaparecimento.
A casa seria periciada nesta segunda-feira.
Antes que isso acontecesse, porém, o imóvel foi incendiado.
Em um áudio atribuído à mãe, ela teria dito que colocou fogo na casa depois de entrar no quarto da filha e se deparar com os objetos pessoais da menina.
O episódio pode ter sido consequência de um momento de profundo desespero.
Mas também levanta outra possibilidade: o que exatamente a polícia encontraria naquela residência se a perícia tivesse sido realizada antes do incêndio?
Essa é uma das perguntas que agora cercam o caso.
UM DESAPARECIMENTO CERCADO DE PERGUNTAS
Mariana saiu de casa para ir à escola e desapareceu durante um percurso que normalmente não fazia sozinha.
A família passou a procurá-la.
Moradores se mobilizaram.
Uma área de mata entrou no radar das buscas.
Agora surge o relato de uma testemunha que teria visto a menina sendo levada para dentro dessa área.
Na mesma segunda-feira em que a residência seria periciada, a casa pegou fogo.
E a própria mãe teria admitido ter provocado o incêndio.
Os pais também estiveram na delegacia para prestar depoimento.
São acontecimentos que fazem a investigação entrar em uma nova fase.
Por enquanto, Mariana continua desaparecida.
E quanto mais informações surgem, mais perguntas aparecem.
Onde está Mariana? O que aconteceu com a menina depois que ela saiu de casa? E por que a residência foi incendiada justamente antes da perícia?
Essas respostas agora estão nas mãos da investigação.
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