JOVEM DESAPARECIDA HÁ UMA SEMANA É ENCONTRADA MORTA; POLÍCIA INVESTIGA ESTUPRO COLETIVO E SUSPEITO CONFESSO É LIBERADO
JOVEM DE JUNDIAÍ É ENCONTRADA MORTA EM UBATUBA E SUSPEITO CONFESSO RESPONDE EM LIBERDADE
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| Foto: reprodução |
Investigações apontam para possível estupro coletivo e levantam críticas à justiça brasileira
Jovem de 20 anos é encontrada morta em Ubatuba após desaparecer durante viagem; suspeito confesso sai em liberdade enquanto caso segue em apuração
O corpo de Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, moradora de Jundiaí, foi encontrado na sexta-feira (15) em uma área de mata em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A jovem estava desaparecida havia quase uma semana, desde que viajou para a região.
De acordo com a Polícia Civil, Sarah teria ingerido bebidas alcoólicas e se envolvido com cinco rapazes, o que levou as autoridades a investigarem a hipótese de estupro coletivo. Após deixar o grupo, a vítima teria ido embora com um dos homens, de 24 anos, que se apresentou à polícia e confessou o crime, afirmando que enforcou a jovem após uma discussão e escondeu o corpo na mata.
O corpo de Sarah foi encaminhado ao IML de Ubatuba e posteriormente transferido para Jundiaí. O sepultamento ocorreu na manhã de domingo (17), no Cemitério Memorial Parque da Paz, sem velório devido ao estado de decomposição avançada.
Apesar da gravidade do crime e da confissão do suspeito, a Justiça determinou que ele responda em liberdade. A decisão revoltou familiares, moradores e reacendeu o debate sobre a impunidade e a fragilidade do sistema judicial brasileiro, que permite que até mesmo um acusado confesso de homicídio deixe a delegacia pela porta da frente.
Casos como o de Sarah levantam a indignação de uma população que, cada vez mais, sente que o direito à vida pesa menos do que as brechas legais que beneficiam criminosos. Enquanto familiares enterram suas vítimas em silêncio, o Estado parece se ausentar da responsabilidade de proteger aqueles que deveriam ter na Justiça a última instância de amparo.
O inquérito segue em andamento, mas o desfecho — ao menos por enquanto — evidencia uma dura realidade: no Brasil, nem a confissão de um crime brutal é suficiente para garantir a prisão imediata de quem tira a vida de uma jovem.

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