CARNAVAL 2026 EM SÃO GONÇALO DEIXA PONTOS TRADICIONAIS DE FORA DA FOLIA E GERA CRÍTICAS

Programação oficial anunciada pela prefeitura exclui polos históricos da folia, como o Paraíso, Barro Vermelho e Mutuá, e provoca questionamentos da população.

Foto: reprodução

Pontos tradicionais de carnaval em São Gonçalo, foram deixados de lado pela prefeitura, que na gestão atual, sempre tem criado polêmica com a questão do carnaval 

A programação do Carnaval 2026 em São Gonçalo foi divulgada pela prefeitura com a promessa de uma festa descentralizada, marcada por palcos espalhados pela cidade e atrações musicais variadas. Apesar do anúncio, a escolha dos locais causou surpresa e insatisfação entre moradores, comerciantes e foliões mais antigos.

Um dos pontos mais criticados foi a exclusão do Carnaval do Paraíso, considerado por muitos o mais tradicional e simbólico da cidade. Ao longo de décadas, o bairro concentrou blocos, shows e uma forte identidade cultural ligada à história do carnaval gonçalense. Neste ano, porém, o local não aparece na agenda oficial nem contará com apoio estrutural do poder público.

A ausência do Paraíso não foi o único ponto que chamou atenção. Outros espaços tradicionalmente associados à folia, como a Praça do Barro Vermelho e a região do Mutuá, também ficaram fora da programação de 2026. Segundo moradores dessas áreas, não haverá palcos, atrações ou suporte da prefeitura durante o período carnavalesco.

“Falta ao poder público conhecer melhor a história da cidade que administra. O carnaval de São Gonçalo passa, necessariamente, pelo Paraíso”, afirmou um comerciante da região, que teme prejuízos econômicos com a ausência de eventos oficiais.

Nos bastidores, a exclusão de polos históricos em um ano eleitoral levanta interpretações políticas. Para parte da população, a definição dos locais não seria aleatória e poderia indicar prioridades do grupo político que comanda o município. Nem mesmo a presença de vereadores ligados à região do Paraíso foi suficiente para alterar a decisão anunciada pela prefeitura.

Enquanto a administração municipal aposta em novos formatos e espaços para a festa, cresce o debate sobre o apagamento de tradições e o impacto cultural e econômico da ausência do carnaval em bairros que sempre fizeram parte da identidade popular de São Gonçalo.

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