DAMARES EXPÕE LISTA E DESMORALIZA ATAQUE DE MALAFAIA EM MEIO A INVESTIGAÇÃO SOBRE FRAUDES NO INSS

Senadora reage às pressões de Silas Malafaia, figura recorrente na mistura entre púlpito e política, e apresenta requerimentos envolvendo igrejas e pastores

Foto: reprodução


Após ataques de Silas Malafaia, Damares Alves divulga requerimentos da CPMI do INSS envolvendo igrejas e pastores investigados por fraudes contra aposentados.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) respondeu publicamente às investidas de Silas Malafaia, divulgando uma lista de requerimentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS. A reação ocorreu nesta quarta-feira (14), após o líder religioso, conhecido por sua atuação política agressiva dentro do meio evangélico, exigir nomes e atacar a parlamentar em tom irado.

O confronto teve início no último domingo (11), quando Damares afirmou, em entrevista ao SBT News, que igrejas e pastores estão sendo identificados em esquemas de fraude contra aposentados. Segundo a senadora, existe uma tentativa sistemática de blindagem de lideranças religiosas influentes, sob o argumento de que investigações poderiam “entristecer os fiéis”.

A declaração foi suficiente para provocar a fúria de Malafaia, que reagiu com ataques pessoais e linguagem ofensiva, comportamento já conhecido de quem transformou o púlpito em palanque político. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pastor tentou desqualificar a senadora, chamando suas declarações de “conversa fiada” e exigindo, aos gritos, a divulgação imediata dos nomes.

A resposta veio poucas horas depois. Damares apresentou oficialmente uma lista de requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo e convocações para depoimentos, demonstrando que suas afirmações não eram retórica vazia, mas parte de uma investigação em curso no Congresso Nacional.

Entre os citados está Fabiano Campos Zettel, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Zettel foi preso nesta quarta-feira durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, sendo liberado no mesmo dia. A defesa alegou que ele exerce atividades lícitas e não tem relação com a gestão da instituição financeira.

O episódio expõe, mais uma vez, o desgaste provocado por figuras como Malafaia, que insistem em confundir fé com poder político, atacando investigações legítimas e tentando intimidar parlamentares quando interesses religiosos e financeiros entram em xeque. A CPMI segue em andamento, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

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