UM CARTEL CRIMINOSO CRIADO DEBAIXO DO NARIZ DAS PREFEITURAS DE NITERÓI E SÃO GONÇALO
PORQUE SERÁ QUE NOVAS EMPRESAS NÃO PARTICIPAM DE LICITAÇÕES EM NITERÓI E SÃO GONÇALO
| 1982 | Brasília assume controle, compra linhas da Expresso Tenente Jardim, e Caramujo, e juntos com Ingá, Rio Ita e Galo Branco, e outras, começam a formação de Cartel. |
Em 1980, crescia de forma acelerada o número de passageiros no setor rodoviário nas duas cidades que mais transportam usuários de ônibus no Brasil: Niterói e São Gonçalo. Foi nesse contexto que empresas de transporte de Niterói começaram a se articular para montar o que hoje se tornou o maior cartel criminoso disfarçado de legalidade do país.
As grandes empresas de ônibus passaram a comprar empresas menores, consolidando um esquema de concentração de linhas e territórios. Em 1982, a Auto Ônibus Brasília adquiriu a empresa Expresso Tenente Jardim. Já a empresa Ingá, ligada ao grupo Caramujo, comprou e assumiu o controle da Transportes Peixoto e de outras linhas menores que circulavam pelo bairro do Fonseca, passando a dominar praticamente toda a Zona Norte de Niterói.
O mesmo movimento ocorreu em São Gonçalo, onde empresas maiores absorveram companhias menores. A Rio Ita, de forma silenciosa, adquiriu a empresa Cabuçu e outras operadoras de menor porte, passando a dominar diversas linhas gonçalenses e expandindo seu controle também para Itaboraí.
Juntas, empresas como Ingá, Galo Branco e Rio Ita levantaram um verdadeiro império criminoso, sustentado pelo silêncio e pelo aval de políticos de Niterói e São Gonçalo, que optaram por se calar diante do avanço desse sistema.
As duas cidades com o maior fluxo de passageiros do transporte urbano brasileiro tornaram-se reféns de um cartel criminoso, que nem mesmo o Ministério Público demonstra disposição para enfrentar de forma efetiva.
Essas empresas impediram — e continuam impedindo — a implantação da Linha 3 do metrô em São Gonçalo, calaram a população com a promessa de um corredor viário no Fonseca, que não resolveu os problemas de mobilidade, e agora repetem a mesma estratégia em São Gonçalo, manipulando o poder público para criar um modelo de corredor viário que não substitui, nem de longe, o metrô.
MONOPÓLIO E CARTEL DE TRANSPORTES DOMINAM NITERÓI E SÃO GONÇALO