ACOMPANHANTE PASSA MAL E RELATA FALTA DE ATENDIMENTO NO AZEVEDO LIMA, EM NITERÓI
Denúncia aponta demora, mudança de classificação de risco e orientação para procurar UPA mesmo com encaminhamento médico
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| Demora no atendimento, gera revolta em pacientes | Foto: Reprodução |
Acompanhante de uma criança relata ter passado mal e aguardado atendimento sem sucesso no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói.
Uma acompanhante de uma criança internada no Hospital Infantil Getulinho, em Niterói, denunciou a falta de atendimento médico no Hospital Estadual Azevedo Lima, unidade que fica ao lado do hospital infantil. Segundo o relato, a paciente passou mal, apresentou glicose extremamente alta e, mesmo assim, não conseguiu ser atendida.
De acordo com a denúncia recebida pela SpingRV, a paciente procurou o Azevedo Lima inicialmente em um dia, aguardou cerca de três horas após a triagem, recebeu pulseira amarela — que indica necessidade de atendimento com prioridade —, mas acabou deixando a unidade sem ser avaliada por um médico. No dia seguinte, ao retornar ao hospital, a acompanhante afirma que recebeu pulseira verde, classificação de menor urgência, e foi orientada por funcionários a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O relato chama ainda mais atenção porque, segundo a denunciante, ela possuía um encaminhamento médico emitido por um cirurgião do próprio Hospital Infantil Getulinho, o que, em tese, justificaria a avaliação clínica no hospital ao lado. Ainda assim, o atendimento não ocorreu em nenhuma das tentativas.
É importante destacar que a paciente não era a criança internada, mas sim uma acompanhante que se sentiu mal durante o período em que acompanhava o menor. A conduta adotada pelo hospital indica que o caso pode ter sido considerado de baixa gravidade pela equipe de triagem, o que explicaria a orientação para buscar uma UPA. No entanto, a espera prolongada, a mudança na classificação de risco e a ausência de qualquer atendimento médico geram questionamentos sobre o fluxo e a humanização no acolhimento.
Fora este caso específico, a reportagem da SpingRV tem recebido diversos relatos de pacientes e acompanhantes reclamando da demora no atendimento no Hospital Estadual Azevedo Lima. As queixas envolvem longos períodos de espera, reclassificação de risco e sensação de abandono por parte de quem busca atendimento na unidade.
O Hospital Azevedo Lima é referência para Niterói e cidades do entorno, o que aumenta a pressão sobre a unidade. Ainda assim, situações como a relatada expõem fragilidades no sistema de triagem e na comunicação com os pacientes, especialmente quando há sintomas clínicos relevantes e encaminhamento médico prévio.
A SpingRV segue aberta para manifestação da direção do Hospital Estadual Azevedo Lima sobre o caso e as reclamações recorrentes de demora no atendimento.
