ACIDENTE COM CARRO ALEGÓRICO DA UNIÃO DE MARICÁ DURANTE DESFILE DA SÉRIE OURO DEIXA FERIDOS

Carro alegórico da União de Maricá atinge grade da frisa na dispersão e provoca correria na Marquês de Sapucaí


Nesta imagem, é possível ver um dos componentes da escola preso embaixo do carro alegórico. 


Foto: reprodução


Três pessoas ficaram feridas após alegoria bater na grade do Setor 12; uma vítima está em estado grave e passará por cirurgia. Carro bateu no fim do desfile. 

Um acidente marcou o segundo dia de desfiles da Série Ouro na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A sexta escola da noite, a União de Maricá, terminou sua apresentação com três pessoas feridas após o último carro alegórico atingir a grade da frisa do Setor 12, na área de dispersão.

Segundo relatos, a escola acelerava o ritmo para tentar concluir o desfile dentro do tempo regulamentar e evitar penalizações. No momento da manobra final em direção à Apoteose, a alegoria acabou colidindo com a estrutura metálica. Integrantes da equipe de apoio tentaram reposicionar o carro, mas foliões começaram a gritar que havia um homem preso sob a estrutura.


VÍTIMAS E ESTADO DE SAÚDE

Entre os feridos está Itamar de Oliveira, de 65 anos, integrante da equipe de apoio da escola. Ele sofreu fratura exposta bilateral e lesão vascular. Foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde passará por cirurgia.

Rodrigo de Oliveira Carvalho, de 40 anos, teve entorse no tornozelo direito e foi levado ao Hospital Miguel Couto para exames complementares. Já Ivan Simão Matias, de 56 anos, sofreu lesões superficiais após ser atropelado e foi liberado após atendimento no posto médico da própria Sapucaí.

As três vítimas ficaram prensadas contra a grade da frisa. Rodrigo relatou que teve o pé preso na estrutura. Durante a tentativa de liberação, houve correria entre componentes da escola. Um dos envolvidos conseguiu pular para dentro da frisa para escapar. Itamar só foi retirado após a remoção da alegoria, quando caiu ao chão com a perna ensanguentada.

CORRERIA NA DISPERSÃO E PRINCÍPIO DE INCÊNDIO

O acidente ocorreu justamente próximo ao portão de dispersão, onde muitos integrantes aguardavam para verificar se a escola conseguiria finalizar o desfile dentro do tempo. A colisão impediu a conclusão regular da apresentação.

Além do impacto, houve ainda um princípio de incêndio no segundo carro que chegou à dispersão, o que levou parte dos componentes a permanecer no local acompanhando a retirada de integrantes da alegoria.

Algumas pessoas que estavam na área passaram mal e precisaram de atendimento médico.

INVESTIGAÇÃO E PERÍCIA

O caso foi registrado na 6ª DP (Cidade Nova). A Polícia Civil realizou perícia preliminar no local e informou que as diligências seguem para apurar as circunstâncias do acidente.

Cerca de 30 minutos após a colisão, peritos chegaram à Sapucaí, mas o trabalho foi prejudicado porque parte da cena já havia sido alterada. Manchas de sangue e o tênis de um dos feridos foram retirados antes da conclusão dos procedimentos técnicos. Além disso, o trecho final da pista foi dividido com integrantes da escola seguinte, que já havia sido liberada para desfilar.

A grade da frisa do Setor 12 ficou danificada, com marcas visíveis de sangue e fragmentos de material que seriam da alegoria.

HISTÓRICO DE ACIDENTES

Este é o terceiro episódio semelhante na última década na Marquês de Sapucaí. Em 2017, um acidente envolveu a Paraíso do Tuiuti. Já em 2022, o caso ocorreu com a Em Cima da Hora, quando uma menina morreu após ser atingida por uma alegoria.

NOTAS OFICIAIS

Em nota, a União de Maricá informou que acompanha permanentemente a situação das vítimas e que representantes da escola estão no Hospital Municipal Souza Aguiar prestando apoio.

A agremiação declarou solidariedade a Itamar de Oliveira e familiares, afirmando que o foco, neste momento, é o restabelecimento da saúde do profissional.

A Liga RJ, responsável pelas escolas da Série Ouro, também informou que acompanha de perto o caso e destacou que o atendimento foi prestado imediatamente após o ocorrido, com remoção ao hospital mais próximo.

O episódio reacende o debate sobre segurança na dispersão da Sapucaí, área onde historicamente ocorrem situações de risco devido à concentração de alegorias, componentes e equipes técnicas no momento final do desfile.

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