ESTUDANTE ESFAQUEADA EM SÃO GONÇALO SEGUE INTERNADA EM COMA INDUZIDO
VÍTIMA DE ATAQUE NO GALO BRANCO RECEBEU MÚLTIPLAS TRANSFUSÕES E HOSPITAL PEDE DOAÇÕES DE SANGUE
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| Criminoso, invadiu a casa de Alana, e desferiu diversos golpes de faca sem chances de defesa da vítima Foto: reprodução |
Jovem atacada dentro de casa em São Gonçalo permanece em coma induzido; suspeito teve prisão preventiva decretada pela Justiça.
A estudante Alana Anísio Rosa, de 20 anos, esfaqueada dentro da própria residência na última sexta-feira (6), no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, permanece internada em estado estável, porém em coma induzido. Segundo a mãe da jovem, Jaderluce Anísio de Oliveira, Alana apresentou um quadro de pneumonia leve e o acompanhamento médico segue sendo feito com cautela, “um dia de cada vez”.
De acordo com a família, a estudante já recebeu nove bolsas de sangue desde que foi hospitalizada. A unidade de saúde onde ela está internada faz um apelo à população por doações de sangue para reposição dos estoques, que seguem em nível crítico.
O ataque ocorreu dentro da casa da vítima. Alana foi gravemente ferida durante uma agressão cometida por um homem que, segundo relatos, a perseguia há meses. Informações reunidas pela família e por pessoas próximas indicam que o suspeito não aceitava a rejeição da jovem e passou a adotar comportamentos obsessivos.
Antes do crime, o homem teria enviado presentes anônimos, como flores e bombons, e frequentava a mesma academia que Alana. Uma amiga relatou que a postura do suspeito causava desconforto e medo. “Ele olhava de forma estranha quando se encontravam na academia”, contou.
Ao identificar quem estava por trás das entregas, Alana respondeu educadamente por meio de uma mensagem nas redes sociais, deixando claro que estava focada nos estudos, já que cursava pré-vestibular para medicina, e que não tinha interesse em qualquer tipo de relacionamento. Após essa resposta, segundo relatos, o comportamento do homem se tornou mais intenso.
Há indícios de que o suspeito passou a observar a rotina da estudante. No dia anterior ao ataque, ele teria tentado invadir a residência, pulando o muro, mas foi impedido pela presença do cachorro da família. A jovem chegou a notar movimentação no quintal, mas não conseguiu identificar o que acontecia.
A mãe de Alana afirma que a filha nunca teve qualquer envolvimento com o agressor. “Eles nunca tiveram nada. Ele cismou com ela”, declarou.
O suspeito, identificado como Luiz Felipe, passou por audiência de custódia no domingo (8), quando a Justiça converteu a prisão temporária em prisão preventiva. Na decisão, o juiz destacou que a vítima ainda não tem condições de prestar depoimento e que sua integridade poderia ser colocada em risco caso o acusado fosse colocado em liberdade. O caso segue sob investigação.
