COPACABANA, RIO DE JANEIRO: GUARDA MUNICIPAL AGRIDE ARTESÃ EM PLENA ORLA DURANTE FISCALIZAÇÃO
AÇÃO VIOLENTA CONTRA TRABALHADORA REVOLTA POPULAÇÃO E EXPÕE POSTURA AUTORITÁRIA NA GESTÃO MUNICIPAL
Abordagem da Guarda Municipal contra vendedora de artesanato gera indignação e levanta críticas sobre abuso de poder no Rio.
| Foto: Reprodução / internet |
Uma cena de violência envolvendo agentes da Guarda Municipal do Rio de Janeiro voltou a causar revolta neste domingo (12), na orla de Copacabana, Zona Sul da cidade.
Uma artesã que trabalhava vendendo produtos no calçadão foi agredida durante uma ação de fiscalização. Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que uma agente puxa a mulher pelos cabelos, em meio a uma abordagem que rapidamente saiu do controle.
O caso aconteceu na altura do Posto 9, onde a vendedora atuava sem licença — uma prática comum em diversas áreas da cidade, diante da dificuldade de regularização e da falta de alternativas para trabalhadores informais.
Apesar da justificativa oficial de combate à irregularidade, a reação dos agentes gerou forte crítica de quem presenciou a cena. Nos vídeos, é possível ouvir a indignação de populares, que questionam a necessidade do uso de força contra uma trabalhadora, desarmada, tentando garantir seu sustento.
A atuação da Prefeitura do Rio de Janeiro, sob gestão do prefeito Eduardo Paes, volta a ser colocada em xeque. Casos recorrentes de abordagens violentas por parte da Guarda Municipal têm levantado debates sobre abuso de poder, excesso de autoridade e a forma como o poder público trata trabalhadores informais.
Enquanto isso, a população segue apontando um contraste evidente: o rigor e a truculência direcionados a ambulantes e pequenos trabalhadores não costumam ser vistos com a mesma intensidade em outras situações que também exigiriam fiscalização.
Em nota, a Guarda Municipal afirmou que a ação ocorreu durante uma apreensão de mercadorias e alegou que a agente teria sido agredida com empurrões e tapas, além de relatar desacato e resistência por parte da vendedora.
Mesmo assim, diante das imagens que circulam nas redes sociais, a versão oficial não tem sido suficiente para conter a indignação popular.
A corporação informou que abrirá procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes envolvidos. O caso foi registrado na 14ª Delegacia de Polícia do Leblon.
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