CURIOSIDADE: HÁ EXATOS 27 ANOS, O "M" DA MANCHETE SOBREVOAVA PELA ULTIMA VEZ SOMBOLICAMENTE O BRASIL, E A EMISSORA SAIA DO AR DEIXANDO UM BURACO NO CORAÇÃO DOS BRASILEIROS
ABERTURAS E ENCERRAMENTOS MARCARAM GERAÇÕES E VIRARAM SÍMBOLOS DA TELEVISÃO BRASILEIRA NOS ANOS 70, 80 E 90
Até o início da década de 1990, era comum que grandes emissoras de televisão do Brasil encerrassem oficialmente sua programação durante a madrugada. A prática marcou gerações e deixou vinhetas históricas na memória dos brasileiros.
O fechamento das emissoras acontecia principalmente por questões técnicas. Nas décadas de 1970 e 1980, muitos transmissores de televisão ainda utilizavam tecnologia valvulada ou sistemas mistos, que exigiam manutenção constante e períodos de desligamento.
Com a chegada dos transmissores transistorizados, mais modernos e estáveis, as emissoras começaram gradualmente a abandonar o hábito de “sair do ar”. Aos poucos, a programação passou a ocupar também as madrugadas, muitas vezes com reprises, programas independentes, televendas e horários arrendados.
Entre todas as emissoras da época, a extinta Rede Manchete ficou marcada por uma das aberturas e encerramentos mais lembrados da televisão brasileira.
Segundo fãs e telespectadores da época, a vinheta mostrava o famoso “M” da emissora sobrevoando as cinco capitais onde a rede mantinha sedes quando foi inaugurada. No encerramento, o símbolo pousava sobre o edifício central da emissora, no Rio de Janeiro.
A sequência se tornou tão emblemática que permaneceu praticamente intacta durante toda a trajetória da Manchete.
De forma simbólica, muitos admiradores da emissora recordam que, no dia 10 de maio de 1999, o “M” da Manchete sobrevoou o Brasil pela última vez antes do fim definitivo da emissora, encerrando a história de uma das TVs mais cultuadas do país.
Já a Band também deixou sua marca nas madrugadas da televisão brasileira. O encerramento da emissora exibia imagens dos bastidores do canal enquanto uma canção tocava ao fundo com o verso:
“Nós queremos você sempre aqui...”
O encerramento transmitia um tom acolhedor e nostálgico, tornando-se inesquecível para muitos telespectadores.
O SBT, por sua vez, utilizava uma vinheta que mostrava um satélite enviando o sinal da emissora para diversas regiões do Brasil. Em seguida, a logomarca do canal aparecia sobre o mapa do país, simbolizando a expansão da rede pelo território nacional.
Essas aberturas e encerramentos acabaram se transformando em parte da memória afetiva da televisão brasileira, em uma época em que a TV ainda tinha horário para começar — e também para terminar.
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