RIO DE JANEIRO: GREVE DOS RODOVIÁRIOS TEM ÔNIBUS DEPREDADOS E PREJUDICA TRANSPORTE NA CAPITAL
RIO ÔNIBUS AFIRMA QUE 40 VEÍCULOS FORAM VANDALIZADOS DURANTE A PARALISAÇÃO; BRT MANTÉM OPERAÇÃO PARCIAL
A greve dos rodoviários desta segunda-feira (29) foi marcada por depredações de ônibus, terminais vazios e impactos no transporte público da capital fluminense.
| Foto: reprodução |
A paralisação dos rodoviários no Rio de Janeiro, realizada nesta segunda-feira (29), começou com registros de ônibus depredados e redução da circulação de veículos em diversos pontos da cidade. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram coletivos danificados durante o movimento grevista.
A greve foi considerada legal pela Justiça. Ainda assim, advogados ligados à categoria orientaram os trabalhadores a não praticarem atos de vandalismo contra os veículos utilizados no transporte coletivo.
Em nota, a Rio Ônibus informou que 40 ônibus foram depredados durante a paralisação. A entidade atribuiu os atos a participantes da greve, mas não divulgou quais empresas ou linhas foram atingidas.
No início da manhã, imagens registraram o Terminal de Campo Grande praticamente vazio, refletindo os impactos da mobilização sobre o transporte de passageiros na Zona Oeste da capital.
Em uma outra imagem postada na internet, é possível ver grevistas fechando a entrada de um terminal, para impedir a circulação de ônibus.
BRT opera com frota reduzida
A MOBI-Rio informou que o sistema BRT permaneceu em funcionamento, operando com 68% da frota prevista para o ponto facultativo desta segunda-feira. Segundo a empresa, 278 veículos circulavam na última atualização, atendendo os quatro corredores do sistema, com todas as estações abertas.O Sindicato dos Rodoviários havia informado que motoristas dos ônibus articulados do BRT também aderiram ao movimento, mas que a categoria cumpriria a decisão judicial, mantendo pelo menos 50% da frota em operação.
Categoria apresenta reivindicações
Entre as principais reivindicações dos rodoviários estão:
Salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais condutores;
Mudança da data-base para 1º de março;
Fim dos contratos temporários;
Contratação dos profissionais do BRT pelo regime CLT;
Tíquete-alimentação de R$ 1 mil;
Jornada de trabalho no modelo 5x2;
Manutenção do passe livre da categoria;
Pagamento de indenização pelo intervalo de almoço de 30 minutos;
Implantação de planos de saúde e odontológico.
Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas prevê reajuste salarial de R$ 150,15 para motoristas de ônibus convencionais, elevando os vencimentos de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Para os condutores de ônibus articulados, o aumento seria de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35.
O auxílio-alimentação, conforme a proposta patronal, passaria de R$ 660 para R$ 689 mensais.
Enquanto não há acordo entre trabalhadores e empresas, a população segue enfrentando dificuldades para se deslocar pela cidade, com reflexos diretos na rotina de milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte público.
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