COPACABANA: IDOSO DE 69 ANOS É CERCADO, ESPANCADO E AMEAÇADO DE MORTE EM FRENTE AO PRÓPRIO PRÉDIO POR USAR ADESIVO DO PT
ATAQUE COM SUSPEITA DE MOTIVAÇÃO POLÍTICA CHOCA MORADORES E PROVOCA INDIGNAÇÃO NAS REDES SOCIAIS
Homem de 69 anos relata ter sido ameaçado de morte, agredido por três pessoas e alvo de ofensas políticas e religiosas em frente ao prédio onde mora.
Cenas de extrema violência registradas no Rio de Janeiro estão causando revolta nas redes sociais e entre moradores de Copacabana. Um idoso de 69 anos afirma ter sido brutalmente agredido por três pessoas na noite da última quinta-feira (11), em frente ao prédio onde mora, na Rua Ministro Viveiros de Castro, na Zona Sul da capital.
Segundo o relato da vítima, Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa chegava em sua residência por volta das 22h40 quando foi abordado por um homem de terno e duas mulheres. De acordo com o boletim de ocorrência, o grupo passou a proferir ameaças e ofensas de cunho político e religioso antes do início das agressões.
Ainda conforme o registro policial, os suspeitos teriam dito frases como "A gente vai te matar agora", "Você já prejudicou muita gente", além de ofensas relacionadas às convicções políticas e religiosas da vítima.
Mauro também relatou que teve um terço arrancado do pescoço durante a ação.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, uma das mulheres o imobilizou com um golpe de estrangulamento, enquanto o homem desferia socos contra seu rosto. As agressões teriam durado cerca de cinco minutos em frente ao portão do edifício.
A vítima afirma que chegou a pedir ajuda ao porteiro do prédio durante o ataque, mas o acesso não teria sido liberado naquele momento. As agressões só teriam cessado quando uma pessoa que passava pelo local começou a gritar para que os envolvidos parassem.
O caso ganhou grande repercussão após integrantes do Partido dos Trabalhadores afirmarem que a agressão teria sido motivada por razões políticas. Segundo o deputado federal Reimont, Mauro carregava uma bolsa com um adesivo da deputada federal Benedita da Silva quando foi atacado.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou o episódio como revoltante e afirmou que a violência sofrida pelo militante petista teria sido motivada por intolerância política.
Moradores do edifício e pessoas que tiveram acesso ao caso demonstraram indignação diante da gravidade das acusações. O prédio possui sistema de monitoramento por câmeras, e as imagens poderão auxiliar na identificação dos envolvidos e no esclarecimento do ocorrido.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado inicialmente na 14ª DP (Leblon) e posteriormente encaminhado para a 12ª DP (Copacabana). A vítima foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), e as investigações seguem em andamento.
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