Tiros e Gritos Aterrorizam Madrugada no Barreto, em Niterói, Durante Confronto Entre Facções
Violência na Zona Norte expõe domínio do Comando Vermelho e clima de insegurança em Niterói e São Gonçalo
Moradores acordaram com rajadas de tiros e gritos de desespero durante a madrugada desta terça-feira (22), em meio a mais um confronto entre criminosos rivais na Rua General Castrioto, no Barreto, Zona Norte de Niterói.
Três homens foram baleados após uma perseguição violenta que teve início na comunidade dos Marítimos. Eles estavam em um veículo Fiat Argo preto, que foi interceptado e alvejado por criminosos rivais. Na tentativa de fuga, o grupo ainda tentou correr a pé, mas acabou sendo atingido pelos disparos. O carro, crivado de balas e com marcas de sangue em seu interior, foi periciado pela Polícia Civil, que também recolheu dois celulares no local.
Ao amanhecer, o cenário era de guerra urbana: marcas de sangue por cerca de seis metros de calçada, portões de comércios manchados e moradores em choque. Apesar do funcionamento normal do comércio, o clima era de absoluto medo.
“Quando saímos de casa, vimos o carro do meu pai com uma marca de tiro na porta. Achamos que fossem mais. A bala entrou e parece que saiu”, relatou uma moradora que preferiu não se identificar. Outro relato apontava para gritos durante os disparos: “Dava pra escutar os caras gritando”, contou uma vizinha, ainda abalada.
Durante o mesmo confronto, na Rua Vasco de Freitas Barcelos, que dá acesso ao Morro dos Marítimos, ao menos quatro carros de moradores foram atingidos por tiros.
Testemunhas apontam que o tiroteio seria resultado de mais um capítulo da guerra entre Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). No entanto, atualmente, segundo relatos da população local, tanto Niterói quanto São Gonçalo estariam sob o controle de uma única facção: o Comando Vermelho, que vem ampliando sua presença na região com ações cada vez mais violentas e intimidadoras.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), que tenta identificar os criminosos envolvidos e apurar a motivação exata do ataque. Até o momento, não há informações sobre prisões ou o estado de saúde das vítimas.
Enquanto isso, a população segue à mercê do medo, em meio a uma guerra urbana que parece não ter fim.