MANIFESTAÇÃO NO HOSPITAL AZEVEDO LIMA EM NITERÓI: TERCEIRIZADOS DA LIMPEZA COBRAM SALÁRIOS ATRASADOS
Protesto acontece na entrada do Heal, no Fonseca, e trabalhadores denunciam atraso de pagamento, vale-transporte e tíquete.
Funcionários terceirizados da limpeza protestam no Heal, em Niterói, cobrando salários e benefícios atrasados.
Funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) realizaram, na manhã desta quinta-feira (12), uma manifestação em frente à unidade, no bairro Fonseca, em Niterói. O grupo se concentrou na entrada principal do hospital, exibindo cartazes e entoando palavras de ordem enquanto cobrava o pagamento de salários atrasados.
Segundo os trabalhadores, os vencimentos não foram depositados dentro do prazo previsto. Eles afirmam que também há pendências relacionadas ao vale-transporte e ao tíquete-alimentação, o que teria agravado a situação financeira de diversas famílias.
Uma das manifestantes relatou que, além dos atrasos, houve demissões consideradas injustas por parte da empresa responsável pelo serviço. De acordo com ela, algumas funcionárias teriam sido dispensadas por justa causa sem justificativa clara. “Tem que pagar uma por uma de nós. Falo por mim e por pessoas que foram demitidas sem motivo. Se a gente entra lá dentro, toma bronca. Acabou o tempo da escravidão”, declarou durante o ato.
O representante do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Niterói, Nezio Francisco Pereira Junior, informou que a categoria decidiu entrar em greve diante da falta de pagamento dos salários e benefícios. “Sem luta não há vitória”, afirmou o sindicalista ao comentar a mobilização.
A direção do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, confirmou a ocorrência do protesto e esclareceu que os profissionais envolvidos são contratados por uma empresa terceirizada responsável pelos serviços de limpeza na unidade.
A paralisação ocorre em meio à rotina de atendimentos no hospital, referência para moradores de Niterói e cidades vizinhas, e expõe mais um impasse envolvendo contratos terceirizados na rede pública de saúde do estado.