TARIFA DAS BARCAS SOBE PARA R$ 5 E PASSAGEIROS RECLAMAM DE CALOR NA TRAVESSIA RIO–NITERÓI

Reajuste entra em vigor sem melhorias visíveis e reacende críticas ao conforto das embarcações, especialmente na linha Praça XV–Arariboia

 Passagem das barcas mais caras desde domingo, (8)  | Foto: SpingRV Notícias 


Aumento de R$ 0,30 na tarifa das barcas passa a valer neste domingo (8) e usuários relatam desconforto térmico em embarcações sem ar-condicionado.

Desde este domingo (8), quem utiliza as barcas entre o Rio de Janeiro e Niterói passou a pagar mais caro pela travessia. A tarifa foi reajustada em R$ 0,30 e agora custa R$ 5, mudança que gerou insatisfação entre passageiros que afirmam não perceber melhorias no serviço, especialmente em relação ao conforto térmico das embarcações.

Na linha Praça XV–Arariboia, uma das mais movimentadas da Região Metropolitana, o principal foco das reclamações é a circulação de embarcações antigas, sem ar-condicionado central. Em pleno verão fluminense, usuários relatam viagens realizadas apenas com ventilação natural, mesmo em dias de calor intenso.

A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) afirma que as embarcações climatizadas são priorizadas nos horários de maior demanda. No entanto, passageiros que dependem diariamente do sistema questionam a efetividade desse planejamento, alegando que o desconforto continua sendo recorrente.

“Pelo valor da tarifa, é um desrespeito. Circular sem ar-condicionado com sensação térmica próxima dos 40 graus é inadmissível”, relata Ana Paula Fernandes, analista de recursos humanos e usuária frequente da linha entre o Rio e Niterói.

Como alternativa, a concessionária instalou 76 climatizadores evaporativos em embarcações mais antigas. A solução, porém, não convence. Diferente do ar-condicionado tradicional, esses equipamentos utilizam água para resfriar o ar, o que, segundo passageiros, não é suficiente diante da lotação elevada e das altas temperaturas.

O reajuste, aplicado sem mudanças perceptíveis na infraestrutura, reforça a percepção de que o serviço de barcas segue distante das expectativas de quem depende diariamente da travessia entre Niterói e o Rio de Janeiro. Em meio ao calor e ao aumento no custo, o debate sobre qualidade e investimentos no sistema volta ao centro das discussões.

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