MORRE NOCA DA PORTELA, ÍCONE DO SAMBA CARIOCA, AOS 93 ANOS
O sambista Noca da Portela morreu neste domingo (17), aos 93 anos. A informação foi confirmada pela Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela por meio das redes sociais oficiais da escola. A causa da morte não foi divulgada.
Segundo a Portela, o velório deverá acontecer na quadra da agremiação, na Zona Norte do Rio de Janeiro, mas o horário e a data ainda não haviam sido confirmados até a última atualização.
Considerado um dos maiores compositores da história do Carnaval carioca, Noca construiu uma trajetória marcada por sambas-enredo históricos e forte ligação com a Portela, escola onde venceu sete disputas de samba-enredo.
Entre as obras mais conhecidas do artista estão “Recordar É Viver”, campeão em 1985, “Gosto que Me Enrosco”, de 1995, “Os Olhos da Noite”, de 1998, além de “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, samba da Portela no Carnaval de 2015.
Nascido como Osvaldo Alves Pereira, Noca chegou à Portela na década de 1960 levado por Paulinho da Viola. Na escola, integrou o tradicional Trio ABC da Portela ao lado de Picolino e Colombo, tornando-se uma das figuras mais respeitadas da Velha Guarda.
Ao longo da carreira, também teve composições gravadas por grandes nomes da música brasileira, incluindo Elza Soares, que interpretou “Portela Querida”.
Além da trajetória artística, Noca da Portela chegou a ocupar o cargo de secretário estadual de Cultura do Rio de Janeiro em 2006, durante o governo de Rosinha Garotinho.
PORTELA DIVULGA NOTA DE PESAR
Em nota oficial, a Portela lamentou profundamente a morte do sambista e destacou sua importância para a história da escola e do samba brasileiro.
“O G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história”, diz o comunicado.
A escola também ressaltou que o compositor deixa um legado construído ao longo de décadas, com centenas de sambas e participação marcante em momentos históricos do Carnaval carioca.
“Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade”, concluiu a agremiação.
A morte do artista gerou forte comoção entre sambistas, integrantes de escolas de samba e admiradores da música popular brasileira.
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