CASO MARIANA EM NOVA IGUAÇU: FAKE NEWS E AMEAÇAS DEIXAM TIOS DA MENINA COM MEDO E FORA DE CASA
[ATUALIZAÇÃO] Tio de Mariana Queiroz afirma que a família foi alvo de acusações sem comprovação e que teve a casa invadida e pertences destruídos; polícia mantém investigação sobre o desaparecimento.
O desaparecimento de Mariana Queiroz de Carvalho, de 10 anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ganhou um novo desdobramento. Um dos tios da menina usou as redes sociais para denunciar a circulação de informações falsas sobre familiares e relatar os impactos das acusações, que, segundo ele, colocaram sua segurança em risco.
Mariana desapareceu no dia 1º de outubro, após sair de casa, no bairro Ipiranga, para ir à escola. Desde então, a Polícia Civil realiza diligências para esclarecer o caso, que mobiliza familiares, moradores e equipes de segurança.
Tio relata invasão e destruição de pertences
Em sua manifestação nas redes sociais, o tio afirmou que ele e o irmão passaram a ser alvo de suspeitas e acusações de envolvimento no desaparecimento da sobrinha. Segundo o relato, as informações que circulam nas redes sociais não têm comprovação e têm prejudicado a família e o andamento da situação.
Ele também declarou que, desde o início, ajudava nas buscas por Mariana. No entanto, diante da repercussão das acusações, a situação teria se agravado, levando-o a deixar o local em um carro da Polícia Civil, após moradores invadirem sua residência e destruírem pertences.
Ainda segundo o familiar, o medo de novas agressões o impediu de voltar para casa. Ele relatou que chegou a dormir na rua e procurou a delegacia para se proteger. De acordo com sua versão, ele e o irmão permaneceram na unidade policial durante a noite, temendo pela própria segurança.
Os relatos expõem outro aspecto preocupante do caso: além da angústia provocada pelo desaparecimento de uma criança, familiares também podem se tornar vítimas de acusações precipitadas e de atos de violência motivados por informações não confirmadas.
Polícia investiga o desaparecimento
A investigação sobre o paradeiro de Mariana segue sob responsabilidade da Polícia Civil. Até o momento, a menina não foi localizada, e a possibilidade de que tenha sido vítima de um crime está entre as linhas investigativas consideradas pelas autoridades. A hipótese de morte, porém, não significa que o desfecho tenha sido confirmado.
Durante as buscas, equipes policiais e do Corpo de Bombeiros estiveram em áreas próximas à residência da família. Materiais encontrados em uma região de mata, incluindo pedaços de roupas e objetos semelhantes a tranças de cabelo, foram recolhidos para análise, mas sua relação com o desaparecimento ainda não havia sido confirmada nas informações divulgadas pela imprensa.
Outro ponto investigado envolve a mudança realizada pela mãe de Mariana e pelo marido, além do incêndio que atingiu a residência da família. O episódio também passou a integrar as apurações policiais.
Caminhão de mudança também entrou na investigação
O caminhão utilizado na mudança da família foi submetido a procedimentos de perícia no contexto das investigações. Entretanto, informações publicadas neste sábado (10) indicam que o veículo e o motorista foram liberados após serem avaliados.
A investigação continua, e novas informações devem ser tratadas com cautela, especialmente diante da circulação de versões ainda não confirmadas.
Enquanto Mariana permanece desaparecida, a divulgação de acusações sem provas e a exposição de familiares podem ampliar o sofrimento de todos os envolvidos e provocar novos episódios de violência.
O caso segue em investigação, e qualquer conclusão sobre responsabilidades depende de elementos apurados e confirmados pelas autoridades.
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