MULHER É PRESA EM ABRIGO DE ITABORAÍ SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO EM EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MENORES
Investigação da Polícia Civil apura atuação de organização criminosa suspeita de aliciar crianças e adolescentes para abusos sexuais e produção de material pornográfico.
Uma mulher de 42 anos foi presa na quarta-feira (14), em um abrigo de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, suspeita de envolvimento em uma organização criminosa investigada por exploração sexual de crianças e adolescentes.
O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de aliciar menores para abusos sexuais e produção de material pornográfico.
A mulher trabalhou como empregada doméstica de um advogado e professor universitário apontado pelos investigadores como líder do esquema. Ele está preso desde março e foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em maio, por estupro de vulnerável, exploração sexual e produção e divulgação de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
CRIANÇA FOI ENCONTRADA SOZINHA EM BAR
Além da suspeita de participação na organização criminosa, a mulher é investigada por abandono de incapaz.
Em agosto, uma menina foi levada à delegacia de Itaboraí por um homem que a encontrou sozinha em um bar. Na unidade policial, a criança contou que estava com um celular dado pela mãe, mas que não a via desde o dia anterior.
Segundo o registro policial, a menina morava com a investigada em um abrigo do município.
A mulher também possui antecedentes policiais por abandono de incapaz. Em 2012, ela foi presa sob suspeita de matar o ex-marido a facadas.
OUTROS SUSPEITOS FORAM PRESOS
As investigações avançaram após a prisão do advogado, no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio.
Em outubro, a Polícia Civil prendeu um homem de 68 anos apontado como um dos articuladores do grupo. A filha da mulher investigada também havia sido presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
De acordo com as apurações, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para atrair crianças e adolescentes, oferecendo dinheiro e vantagens materiais.
A denúncia do Ministério Público contra o advogado aponta que os crimes teriam ocorrido entre 2020 e 2025 e envolvido pelo menos três vítimas, com idades entre 10 e 17 anos. Durante as investigações, foram encontrados mais de oito mil arquivos com conteúdo sexual envolvendo menores no celular do professor.
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
Segundo a DCAV, os investigados teriam funções diferentes dentro da organização. Um deles seria responsável pela exploração sexual, pela produção de material pornográfico envolvendo menores e pelos pagamentos às vítimas ou aos responsáveis.
Outros suspeitos atuariam no recrutamento e na entrega das crianças e adolescentes. Um terceiro investigado é apontado como responsável pelo aliciamento direto e pela participação nos abusos sexuais.
A investigação indica que o grupo se aproveitava da vulnerabilidade social das vítimas para se aproximar delas. Para conquistar a confiança das crianças e dos adolescentes, os suspeitos teriam oferecido dinheiro, lanches, presentes, celulares e outros benefícios materiais.
Segundo os investigadores, essas vantagens também poderiam ser utilizadas para tentar manter as vítimas em silêncio.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a participação dos suspeitos e a extensão da rede criminosa.
Fonte: Enfoco.
Receba notícias de Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro no Google Notícias
Seguir SpingRV no Google Notícias
