BRASIL FAZ HISTÓRIA NOS JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO COM OURO INÉDITO NO ESQUI ALPINO
Lucas Pinheiro Braathen conquista o primeiro ouro olímpico de inverno do país no slalom gigante em Milão-Cortina, na Itália.
Brasil celebra medalha inédita nos Jogos Olímpicos de Inverno com atuação dominante de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante.
O Brasil entrou para a história neste sábado ao conquistar sua primeira medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno. E não foi qualquer medalha. O ouro veio com autoridade na disputa do slalom gigante, tendo como palco a cidade de Milão-Cortina, na Itália.
O responsável pelo feito foi Lucas Pinheiro Braathen, que dominou a prova desde a primeira descida na tradicional pista do Stelvio Ski Centre.
Na fase classificatória, Lucas marcou 1:13.92 e nenhum dos 80 competidores conseguiu superar o tempo do brasileiro. Já na final, mesmo adotando uma postura mais estratégica na segunda descida, garantiu o título com 58 centésimos de vantagem sobre o segundo colocado.
A confirmação oficial da medalha ocorre apenas após a segunda descida dos atletas fora da final, mas trata-se de protocolo. A vantagem construída torna praticamente impossível qualquer reviravolta.
Emocionado, o atleta destacou o peso simbólico da conquista.
“É inexplicável. Não sei como colocar em palavras o que estou sentindo. Quero compartilhar com todo mundo no Brasil que está torcendo por mim. Isso pode inspirar crianças da nova geração. Não importa onde você está ou a cor da sua pele. O que importa é o que existe aqui dentro”, declarou, apontando para o coração.
Momento especial na carreira
A medalha olímpica consolida uma fase excepcional do brasileiro de 25 anos. Desde 2025, ele soma cinco pódios em etapas da Copa do Mundo de esqui alpino:
– Ouro – slalom – etapa de Levi (Finlândia)
– Prata – slalom gigante – Alta Badia (Itália)
– Prata – slalom gigante – Adelboden (Suíça)
– Prata – slalom – Wengen (Suíça)
– Prata – slalom gigante
Além do ouro no slalom gigante, Lucas ainda disputa o slalom, prova marcada para segunda-feira, onde pode ampliar a coleção de medalhas.
Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta nasceu em Oslo e cresceu entre duas culturas. Fluente em português e norueguês, representou a Noruega nos Jogos Olímpicos de 2022, mas não conquistou medalhas.
Após divergências com a federação norueguesa, anunciou aposentadoria. Em 2024, voltou às pistas e decidiu defender o Brasil, país de sua mãe. A escolha transformou sua trajetória — e agora coloca o Brasil no topo do pódio do esqui alpino mundial.
A conquista marca um novo capítulo para o esporte brasileiro de inverno, tradicionalmente com pouca visibilidade no país. O feito abre espaço para investimento, formação de novos atletas e maior presença do Brasil nas modalidades de neve.
(Informações do site do jornal O Globo)