RACHA NO JOGO DO BICHO ESTÁ POR TRÁS DA NOTA DIVULGADA PELO SALGUEIRO ANTES DO DESFILE

Divisão entre contraventores reacende disputa por poder e repercute às vésperas da apuração na Sapucaí

Foto: reprodução


Disputa na cúpula do jogo do bicho pressiona bastidores do carnaval e envolve patronos de escolas tradicionais do Rio.

Um racha na chamada cúpula do jogo do bicho voltou a movimentar os bastidores do Carnaval do Rio de Janeiro, com reflexos diretos no ambiente das escolas de samba do Grupo Especial. Às vésperas da apuração, o clima de tensão ganhou força após a divulgação de uma nota oficial do Acadêmicos do Salgueiro declarando confiança na lisura dos julgamentos conduzidos pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e por seu presidente, Gabriel David.

Nos bastidores, a manifestação foi interpretada como reflexo do descontentamento do patrono da escola, Adilson Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, com o resultado do Carnaval de 2025, quando o Salgueiro ficou fora do desfile das campeãs.

Disputa interna e acusações

Segundo investigações já tornadas públicas anteriormente, Adilsinho atribuiu as notas recebidas à má relação que mantém com integrantes da chamada “velha guarda” da contravenção, grupo historicamente ligado ao financiamento de escolas tradicionais.

Entre os nomes citados nesse contexto estão Ailton Guimarães Jorge, associado à Unidos de Vila Isabel, e Anísio Abraão David, ligado à Beija-Flor de Nilópolis.

Em áudios interceptados pela Polícia Federal e divulgados em anos anteriores, Adilsinho teria demonstrado interesse em articular uma nova organização dentro da estrutura da contravenção, defendendo a superação do modelo tradicional criado na década de 1970 para dividir territórios e evitar conflitos.

Tentativa de distanciamento

Desde que o conteúdo das interceptações se tornou público, as relações entre o patrono do Salgueiro e integrantes da antiga estrutura teriam se desgastado. Após o resultado do Carnaval de 2025, Adilsinho optou por reduzir sua exposição pública ligada à escola.

Nos bastidores, integrantes relatam que houve orientação para diminuir menções ao nome do patrono em entrevistas e espaços institucionais da agremiação, numa tentativa de evitar associação direta que pudesse influenciar avaliações futuras.

Investimento pesado e disputa simbólica

Apesar de enfrentar mandados de prisão, segundo registros judiciais amplamente divulgados, Adilsinho teria intensificado os investimentos no desfile deste ano. Pessoas ligadas à escola afirmam que o orçamento foi um dos mais elevados dos últimos carnavais.

A estratégia inclui reforço visual, alegorias mais grandiosas e a contratação de celebridades como musas, numa tentativa de fortalecer a imagem pública da escola e ampliar sua visibilidade.

O episódio evidencia como as disputas internas da contravenção continuam influenciando os bastidores do samba carioca, misturando poder, tradição e rivalidades históricas em meio ao espetáculo da Marquês de Sapucaí.

Informações do site do Jornal O Globo

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